segunda-feira, 24 de junho de 2013

Patins, meus caros, não é como bicicleta que você nunca esquece. Patins, meus caros, você super esquece. E toma uns tombos bonitos por conta disso.

Mas né, tamo aí na atividade e já dizia o filme do Batman, a gente cai pra aprender a levantar. Além disso a joelheira absorve impactos e a munhequeira também é útil.

Não fiz, no entanto, tudo que queria neste final de semana. No sentido de ver séries e filmes e ficar bundando e morrendo em casa. Porque hoje saí.

Fui com o Vi na casa do tio Edison e da tia Angela. A ideia era andarmos de bike. Mas devido a uma dor no ombro por conta de um tombo eu ~amarelei~ e fiquei só com a tia enquanto ela preparava a polenta para o almoço.

Sábado a noite ainda terminei de ver Vingadores, a primeira temporada do desenho, no caso. Hoje, depois de sairmos da casa do tio fui no cinema com a mãe. A ideia original era ir com a vó e a mãe, depois só a vó, mas como ela passou mal fui mais a mãe mesmo (depois de muito custo) ver "Minha Mãe é uma Peça".

Engraçado como minha mãe é super dona Hermínia. Saímos do cinema rachando de rir. Esperei ela comer no Habibs e voltamos pra casa. Fiz fondue de queijo e de chocolate. Lilian e Leticia vieram comer com a gente.

No final pra coroar uma mini-discussão da mãe com o pai. Nada demais, mas ela ta sensível ainda com a morte do vô então tudo junta.

E este foi meu final de semana. Pro próximo eu penso em descansar e se tiver melhor do ombro e da mão ralada patinar no Ibirapuera, dependendo como estiver o tempo também.

No meio tempo matar vários leões por dia porque essa semana dever ser longa e puxada.

É isso. Boa noite. Ou bom dia, no caso.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

As pautas andam juntas

Queria escrever um texto bom e que falasse de tudo sobre esse lance novo de todo mundo, ou pelo menos mais gente, ir às ruas.

O lance dos 20 centavos. De porque não é só por 20 centavos. É por tudo que está errado nesse país. É essa aprovação da cura gay. É o estatuto do nascituro. É o direito das prostitutas.

É a onda de estupros que estava rolando no Rio. É por não legalizarem a maconha. E é porque tá foda. É redundante falar da péssima qualidade dos transportes públicos.

Mano. É horrível pegar ônibus e metrô lotado. É desumano. E não é só isso. É uma falta de respeito. Aqui em Guarulhos, onde eu moro, os ônibus intermunicipais também aumentaram no dia 2 de junho.

Preciso deles pra chegar até o metrô e ir pro trabalho. Não costumo usar ônibus municipais em Guarulhos, por isso não sei quanto está o preço da passagem por aqui. Sei apenas que a EMTU foi cara de pau o suficiente de nem avisar para quanto exatamente as linhas iriam subir.


Na imprensa divulgaram um comunicado genérico que subiria de 7 a 12%. No ônibus fixaram o anúncio acima, que tá meio desfocado, mas dá pra perceber que não indica o valor.

E mais. Fala que a informação estaria na internet, no dia do aumento. É pra que isso? Calar a revolta? A frustração de pegar e entrar no ônibus ele estar mais caro e daí não ter outro jeito senão pagar o novo valor?

A linha que eu pego foi para R$ 3,60. Antes era R$ 3,35. E antes ainda R$ 2,95. Pelo menos dessa vez arredondaram pra facilitar o troco, risos.

Mas ir às ruas nesse momento é por todas as questões que estão aí. Abaixar a tarifa e melhorar o transporte. É por qualidade de vida.

Queria, de verdade, que isso tudo se traduzisse em resultados práticos. Que os governos agissem. Tirassem moradores de áreas de riscos. Que combatessem enchentes. E que parassem com essas alianças políticas sujas pra garantir espaço de TV.

Talvez por isso esse movimento seja apartidário. Meu caso, por exemplo. Sempre me identifiquei com as bandeiras petistas. Até me decepcionar com o Lula. Foi um puta governante, mas acho que ele podia ter feito um pouco mais pelas gays.

Assim como a Dilma poderia ter se posicionado mais nas questões dos direitos humanos ao invés de vetar o kit anti-homofobia, por exemplo.

E porque dá nojinho ver esses conluios. E talvez as pessoas não tenham muito estômago pra lidar com isso. Se bem que a gente aprende a lidar com gente escrota. Porque não é só Maluf e Renan que são podres. Tem um monte de gente aqui embaixo que é também.

O engraçado é que tem gente falando de que porque é sobre transporte a causa é coletiva e não direito de uma minoria. Queridos. Direitos de minorias são para todos.

Não preciso ser mulher pra combater o machismo. Não precisa fumar pra defender a legalização da maconha ou ser negro para lutar contra o racismo. A luta está no dia-a-dia. Não fazer piadas e não ser racista e/ou preconceituoso. Respeitar as pessoas. Não agredir. Enfim.

Aprendi a protestar indo pra Parada Gay e pra Caminhada Lésbica. E não só em SP. Estive em Paradas de outras cidades também. "É festa". "É Carnaval". "É pegação" dizem alguns. 

É tudo isso, e daí? Porque não é só isso. É o exercício da liberdade. E é também político. Cara. Leva seu cartaz pra Parada Gay e faz seu protesto sério. A Parada permite isso. Sempre vi várias pessoas fazendo isso.

Não tem essa de protesto mais ou menos efetivo. O que não surte muito resultado são essas cafonalhas de protesto genérico contra a corrupção que vão três caras de ultra-direita levantar cartaz contra o Lula no Masp. 

Por favor, né. Estamos falando de movimentos sociais organizando esses atos. E as pautas dos movimentos sociais no fundo andam juntas. São todas uma só.

domingo, 9 de junho de 2013

Quando o vô morre - parte II

Era pra ter sido um sábado qualquer. Eu enfrentaria, junto com a mágoa de um plantão as consequências de uma noite na gandaia.

Eu estava naquele passa mal típica da ressaca juntando forças pra encarar o dia e ajudar minha vó com a feira para depois ir trabalhar. Quando o celular tocou e era ela. Falando que o vô tinha passado mal no Tiquatira pra eu ir até lá encontrá-la.

Quando desci pra tentar pegar o taxi, nada. Foram mais duas ligações. Uma para falar que a chave de casa estava na vizinha. A outra pra falar que o vô tinha morrido. A vó Conceição estava tão desesperada que eu nem consegui acreditar. Ela mei que já tinha matado o vô no ano passado, quando ele ficou internado.

Fiquei esperando meu irmão chegar em casa para irmos até o hospital onde tivemos a confirmação. Não era desespero. Quando a vó chegou no Tiquatira, o vô já tinha morrido. Parada cardíaca. Infarto fulminante. 

Morreu fazendo caminhada que tanto gostava num lugar que gostava e de um jeito que queria, antes da minha vó, sem ter que ir pra hospital e "dar trabalho" pra família.

Antes de morrer ele fez tudo como fez nos outros dias. Levantou. Tomou café com a vó e foi andar na pista. Um dia antes Raíra e eu conversamos sobre o homem assassinado no Mc Donalds. Da importância de viver cada dia como se fosse o último.

Diz que momentos antes de cair para a frente do banco onde estava sentado ele disse que dessa vida a gente não leva nada.

Na sexta-feira, quando estava tirando as compras do mercado do carro da vó ele queria ajudar e eu não deixei. E ele falou que eu era chato. Sou mesmo e isso eu aprendi com ele. Se vocês me acham metódico e sistemático é porque não conheceram ele.

A última coisa que eu falei pra ele foi "tchau vozão, até amanhã". Mal sabia eu que não nos veríamos mais. :'( 

O amanhã às vezes não chega. E nós que às vezes fazemos tantos planos não temos controle sobre nada.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Olhe para Mim de Novo

Lindo o título. Poético. Sempre achei. Primeira coisa que me fez querer ver esse filme quando vi que ele estava presente numa das edições do Mix. Curioso Raíra ter se atentado para isso também quando falei pra ela que tava pensando em assisti-lo no sábado.

Fomos.

Antes. O de sempre. Feira com a vó. Tava/tô louco de vontade de ir num rodízio japonês. Iríamos almoçar na Liberdade, mas tinha muita comida. Comemos em casa e fomos lá só dar um passeio mesmo. Nós, mais a mãe. Foi a tarde toda andarilhando. Ainda comemos um tempurá que estava massudo pra caralho. Bem ruim. =/

Marquei com a Raíra às 18h na Consolação. Comemos um cupcake no Center 3 e descemos para o CineSesc. Quatro gilmas a sessão inteira. Promoção de lançamento ou semana da Parada vai saber. Ficamos falando sobre a vida. Muitos boys de saia no hall do cinema.

O filme é lindo e divertido. Valeu a espera e valeu ter ido. Sobre Silvio Lucio. Um homem transexual nordestino num road movie pelo nordeste. Lindo. Profundo, inteligente. Não faz proselitismo. Escancara o lado humano do personagem. Faz pensar. Identidade de gênero, orientação sexual. Tudo isso bem simples de entender. De verdade.

Antes exibem o curta "Vestido de Laerte". Que é uma espécie louca de docuficção em que o Laerte interpreta o Laerte em situações ambientadas em suas tirinhas em versão live action (??????). Isso além de ironizar a burocracia dos tratamentos dos processos transsexualizadores e de jogar algumas luzes sobre o tema e tudo isso em menos de 15 minutos.

Depois comer e taqueopariu. SP Burger Fest. Desque rolou essa galeria fiquei babando nos hamburgueres. Jesus meldels. Comeria todos um seguido do outro. Vai se foder. É sacanagem ter só duas semanas de um evento assim. Decidimos comer o Sophia Burguer lá no P.J. Clarke's, que eu não conhecia e que é uma hamburgueria/restaurante fina na Oscar Freire.

Achamos o preço do cardápio beeeeem Ok apesar de toda a pompa do lugar e eu nem estava com uma roupa assim chique. Demorou bem até conseguirmos uma mesa, mas ok. Tomamos um drink enquanto isso. Quer dizer. Eu tomei um drink. Fui de Negroni enquanto Raíra ficou no suquinho. Pink Lemonade. Sei nem falar o nome disso, só quando sentamos que a bonita me inventa de pedir Coca-Cola Zero risos.

O lanche é ótimo. Segundo hamburguer que rolou na semana. Na quinta Fernanda e eu fomos no Ramona pra comer outro lanche desse festival. Mas aí lá o hamburguer era de costelinha de porco e a gente tem nojinho. Daí pegamos um cheeseburguer normal da casa mesmo, bonito lindo delícia xuxuzinho.

E é isso.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Da Virada Cultural

Não é porque não vi que não aconteceu, mas também não é porque aconteceu que tenha sido exatamente como falaram. Arrastões. O povo aumenta acho. E na "mídia" surgem os especialistões de tudo. Preguiça de gente que sabe de tudo. Só sei que a minha virada foi tranquila. E se teve algo que aprendi neste ano foi a não moscar com o celular na rua.

Só sei que foi uma edição limpa. Juro que vi menos lixo na rua do que nos outros anos. Porque é. Eu que sou uma velha a fiar voltei a frequentar a Virada Cultural. Na edição passada eu queria ir, mas trabalhei. Na anterior devo ter visto nada. Em outra fui só num show. Nas primeiras eu fui, em algumas boicotei.

Mas nessa eu fiz muita questão de ir. Porque a programação estava boa. Porque meus amigos iriam. Enfim. Por muitos e muitos motivos. E foi lindo. Abrimos tudo com Raça Negra. Melhor show da Virada se pá. Entrou no top five de shows da vida. Aliás uma saudades infância e anos 90. Um beijo.

Partimos Gal, que foi lindo lindo lindo. Voltamos todo o caminho a pé. A princípio veríamos Sidney Magalhães Magal, mas atrasou.

Nessa hora devem ter começado os arrastões. Não vimos nada. Nem o show nem a violência. Estávamos no palco do Copan, vendo apresentação do grupo do Lufe, que foi bem legal. Diana e Mari foram pra casinha. A Mayara e a Nanda vazaram antes do show do Lufe. Raíra e eu esticamos um Black Dog delícia na Paulista e depois fomos para o Sesc Belenzinho ver/ouvir (sono, muito sono) Juca Zeca Baleiro, que foi bonito e fofo.

Daí sim. Casinha. Pra acordar cedo, lá pras 9h30/10h pra ver Criolo meio dia no palco Julio Prestes. Diana e Raíra gostam e conhecem. Conheci as músicas lá. Me surpreendi com Criolo. De verdade. Achei boas as músicas do boy e de ele usar vestido (túnica) no palco.

De lá, Copan novamente. Nada de Racionais. Fomos ver Marisa Orth, que além de atrasar um pouquinho tava com tempo de folga. Aproveitamos pra comer. Mari foi de feijão (ou seria arroz) tropeiro. Raíra e eu fomos de strogonoff da Dona Onça. Quinze pila cada prato. Facadinha. Mas valeu. Alías, saudades hamburguer de pato do Così. De sobremesa, brigadeiro para os quatro.

Marisa Orth foi incrível. Sou muito fã dessa mulher. O repertório conhecidíssimo (por mim) que sou a única pessoa que tem o CD dela. Cantei todas as músicas. Cada uma delas. Até Light My Fire. Bonita. Inteligente. Marisa fez piadas e alegrou a gente.

Depois, casinha. Descansar. Ver a final do campeonato paulista. Morrer pra acordar e viver no dia seguinte que era o que tinha afinal de contas. E foi isso.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Às vezes parece que o tempo é a nossa maior riqueza. Mais do que força de trabalho a gente vende tempo que poderíamos usar fazendo outras coisas como deitar no asfalto quente. Daí que dizem que tempo é dinheiro, porque é mesmo.

No final das contas, ao morrer, você fica sem ambos. E no final, também, se você não souber aproveitar um, o outro perde todo o sentido e vice-versa. E também você fica sem tudo que no fundo vale mesmo à pena.

Dizem que o tempo cura tudo. Acredito muito nisso. Esperar é uma virtude. Por isso é importante esquentar menos a cabeça. As coisas passam. E melhoram. E mudam. E às vezes aquilo que parecia tão ruim quando aconteceu na verdade foi a melhor coisa que poderia ter acontecido.

Guardar mágoas e rancores e acumular frustrações não é nada legal. Mas às vezes é melhor deixar pra lá. Engolir sapos, não discutir, não desconcordar. Dizem que se a palavra de é de prata o silêncio é de ouro. Calar de repente faz todo um sentido.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Foi uma semana proveitosa. Consegui utilizar o tempo a meu favor e fazer diversas coisas.

De brincar com Gabriel a escrever posts e terminar de ver a quarta temporada de Glee a ler alguns gibis e cadernos antigos de jornais.

Claro que expectativa é diferente da realidade. Se eu achava que leria horrores e emendaria outra série ao final de Glee, tive que tirar meu cavalinho da chuva afinal de contas.

Não fez nem coceguinha na pilha. Mas já foi um começo. Algo. Agora tô num hiato que deve terminar só amanhã. Ou domingo ou segunda. Quando surgir um tempo livre primeiro. Pra decidir o que assistir e o que ler.

No mais essa semana foi bem longa também. Desde segunda-feira passada trabalhando non stop chego hoje com a sensação de que venci uma batalha. E a recompensa é a folga na quarta que vem se tudo der certo.

Amanhã e domingo Virada Cultural. Ver amigos. Tentar desopilar somehow. Acho que mereço. E é isso

".

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Roteirizada

Tem horas que a vida parece roteirizada. Como se tudo estivesse escrito já em algum lugar. E a impressão que dá é que os dias vão passando e formando um ciclo e tudo é nada se não uma eterna repetição. Como se não houvesse mais espaço para a novidade e para a inovação e tudo que a gente está vivendo é apenas o passado revisitado, remixado.

Tudo isso já aconteceu. O avanço da tecnologia, as transformações e os impactos por ela causadas, a vida em sociedade. Qual é a função do ser humano? Por que estamos aqui? Se eliminarmos deus e essas coisas que as pessoas gostam pra preencher o vazio inerente a cada um e colocarmos tudo num estado "natural" e primitivo, a gente está aqui apenas pra sobreviver.

E só? E ponto? A mim interessa menos a resposta. A pergunta é que é mais interessante dichavar. Porque o corpo é apenas carne. Mas não é somente carne. E não acredito em vida pós-morte, porque já é ruim o suficiente viver aqui.

Daí desconsideramos o marketing, o capitalismo, aquela busca louca, desenfreada e sem critérios por lucro. Num estado bruto precisamos de coisas básicas para existir. Coisas como teto, que não significa  propriedade privada mas alguma proteção contra eventos climáticos. Além de alimentos. Não consigo pensar em mais nada.

Como se o resto fosse apenas luxo, conforto, supérfluo. E como perdemos nosso tempo com o supérfluo. Gastando e juntando e nos apegando a coisas que ocupam espaço e juntam pó. E no fim poderiam ir pro lixo. E mais no fim ainda não precisava nem ter sido criado, porque criar essas coisas envolve gastos de energia, de recursoso naturais, de tempo, enfim. Inventamos necessidades para substituir carências.

Mas já estou começando a brisar. A questão aqui era o cotidiano. De como os dia vivem arrastados seguindo uma ordem estabelecida. Segunda, por exemplo é dia de Tela-Quente e Pondé. Na quarta tem jogo e Antônio Prata.

Antigamente a gente esperava a quinta que era um dia legal por ser pré-sexta. E porque tinha Contardo que a gente adorava, mas que a gente desistiu. Porque ele fala de filmes, peças e livros que, sabe quando a gente vai conseguir ver? Nunca, porque não encaixa nos horários dessa vida, dessa rotina.

E não que a gente leia Pondé. Paramos com isso. Não dá. E a vida tá bem melhor assim. E quando a gente lê a gente se prepara, vai com o espírito leve, preparado pra rir. Tem horas e momentos que a gente tem que fazer escolhas e parar de ficar se cobrando e parar de se sentir mal e culpado por não fazer o que teoricamente devia.

A gente tuita e não obtém resposta. Somos apenas mais um falando em praça pública sem ninguém nos dar ouvido. Conversa de surdos. Não tem havido interação. Não dissecamos assuntos. Comentamos a novela. E só. Daí os memes. Esses virais divertidos que rendem piada e viram ~polêmica.

Essa semana teve um curioso. O dos 100 conto. Achei o texto da menina bem escrito. Não concordo com ela e dou graças a deus de ser gay, viu. Não ter que me preocupar de pagar a conta. Porque não é como se seu fosse rica. Alguém surgiu na timeline com a velha piadinha. "Como ela é roteirista escrevendo mal desse
jeito".

Olha. Tem uns blogs "famosos" com textos bem mal escritos por aí desde sempre. E não é como se o crítico/piadista tivesse recebido o nobel da internet esses dias. Daí outra coisa que irrita e cansa mais que a rotina é a previsibilidade dos comentaristas de internet.

Sempre tem alguém pra discordar, pra falar mal, pra xingar, pra jogar um balde de água fria pra falar em ditadura gay. No sábado, por exemplo, veio a história de que a subprefeitura da Sé apagou um grafite dOsgemeos sei lá como se escreve.

Tuitei algo na linha "Haddad: novo homem pra novo tempo não combina com apagar grafite dOsgemeos". Jean Wyllys me retuitou e recebi milhares alguns RT. Um boy veio perguntar só d'osgemeos. Claro que não né babaca.

A questão não é só Osgemeos. A questão é maior. Eles são a ponta do iceberg. Porque são conceituados, porque são conhecidos, porque aparecem e se divulgam, devem ter um ou outro amigo jornalista que tá em uma ou outra redação por aí. Porque eles são pagos pra fazer isso em outros países e a cidade deles apaga a obra porque não entende o que isso quer dizer?

Xis. Esse boy veio querer discutir que parede tava aí pra ser pintada. Apagou não fica de choro, corre atrás e faz outro. Preguiça. Nem gastei. Tinha mais o que fazer. O fanjo todo é a descrença com a política. De que "promessas de campanha" não se concretizam nas pequenas coisas.

Legal nem sei se foi, porque não sei de verdade avaliar isso. Mas teve o lance da galera do existe amor em sp ter entrado pra secretaria de cultura. Parece novo, mas não sei se é bom. Não sei mesmo. Tem o meu post irônico engraçadinho falando que votei no Haddad porque ele é gato. Mas gente não. A gente quer uma cidade legal, que funcione, que abrace de verdade a diversidade. Em que eu não apanhe na rua por ser viado e que a administração petista não faça o mesmo que a administração Kassab porra.

Uma cidade que não apague o grafite dos gêmeos e nem do grafiteiro fulano de tal zé mané xis. "Ah, tem letra é considerado pichação, apagamos". Não porra. O que são letras em sua essência senão símbolos gráficos? Desenhos que representam sons. E quando é uma mensagem, uma frase, algo poético, estêncil?

Ah. Para.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Uma das prateleiras do meu armário despencou. Justamente a prateleira onde ficam alguns jornais, revistas e livros. Principalmente os da Sophie Kinsella, que são grandes e grossos, risos. Encarei isso como um sinal. Preciso urgente liberar espaço, abrir caminhos.

Mudei alguns livros de lugar. Quadrinhos de luxo/capa dura em geral. O Primeira Página, da Folha, que é bastante pesado. E troquei a disposição das pilhas depois que minha mãe e eu arrumamos a prateleira.

Daí tomei a decisão de dar uma pausa nos livros essa semana para desopilar alguns jornais, gibis e revistas antigos. Interessante que cada um deles tem um tempo diferente. O Segundo Caderno é diferente da Ilustrada que é diferente de uma Revista da TV mesmo aos domingos.

Curioso também as coisas que a gente perde porque não dá tempo de fazer tudo. Em novembro do ano passado, por exemplo, a Ilustríssima publicou um perfil/entrevista com o então ministro do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto que estava prestes a se aposentar.

Lá ele fazia uma observação bastante interessante sobre a diferença entre atenção e concentração e sobre um estado contemplativo que seria uma mistura desses dois estado num esquema de o melhor de dois mundos. E ele falava sobre por exemplo as aves carnívoras não cantarem. Coruja, águia, harpia.

"É como se a natureza estivesse dizendo que para cantar tem que ser herbívoro", disse à época Ayres Britto, que é vegetariano. Achei de uma singeleza e sabedoria enorme, daquelas que a gente conquista de olhar e olhar pras pequenas coisas, porque são essas que valem a pena afinal de contas.

Ainda não virei vegetariano. E dificilmente vou virar. Mas que é algo pra se pensar na vida. Isso é.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Alegrias musicais

Então esses dias saiu lá o cd Coitadinha Bem Feito que o gato do Marcus Preto produziu com o DJ Zé Pedro e eu ouvi e gostei bastante.

São músicas da Angela Rô Rô interpretada por diversos cantores coisa e tal. Me lembrei de Compasso, um CD dela lançado em 2006/2007. Lembro de ter ouvido na época e gostado.

Não conhecia tanto Angela Rô Rô e entrevistei ela prA Capa na época. Rendeu um textinho bem mequetrefe pra revista pelo que me lembro. Aproveitando a pegada aproveitei pra baixar a discografia dela. Que tá bem difícil de achar nessas internets.

Coitadinha Bem Feito me lembrou um pouco Alexandre Nero também que a gente bem gosta.

E semana passada também ficou disponível pra download o CD da Clarice Falcão. 14 músicas. Boa parte a gente conhecia do youtube já. Só faltou aquela do Revelação. 

Diz que ela tá pra fazer show dia 25 aqui em São Paulo. Tomara que role e que ela cante essa.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

É maio. Não escrevo desde abril. É que tem horas que a vida dá dessas degringoladas. Tudo parece sair do eixo e tomar as rédeas é quase impossível.

Comer. Engordar. Não malhar. Estou imerso em "Barba Ensopada de Sangue". Bem que Diana falou que o protagonista era eu. "Só queria morar na praia e dou aulas de natação".

Tão compenatrado pela leitura que demorei 200 páginas para me dar conta que o protagonista não tem nome. Viajando.

O primeiro trimestre deste ano foi bem pesaroso. As coisas acalmaram agora. No segundo trimestre. Médio. Abril poderia ter acabado melhor. Maio poderia ter começado de outro jeito.

Parece que estou lidando com forças e coisas das quais não tenho controle. Inveja. Ciúmes. E algo surge do nada pra acabar com a alegria. Melar o meu esquema.

Difícil ficar feliz assim. Tem 70 reais na minha conta. É maio. Já estou planejando dívidas para junho.

sábado, 6 de abril de 2013

Cartilha: sobre gays e Vera Fischer

Achei que seria uma semana sussa.Mas não. Várias coisas acontecendo no universo. Terminei o domingo lendo "Seis Balas num Buraco Só", do João Silvério Trevisan.

Ele começa o livro relatando alguns casos de violências protagonizadas por homens e a partir daí fala sobre a crise do masculino. De como esse estado de violência é fruto de uma série de fatores introjetados e do quanto essa neurose e necessidade de autoafirmação por meio da brutalidade demonstra um medo do feminino, da castração em contraposição ao falocentrismo dominante na sociedade moderna.

Acordei na segunda com a notícia da turista que foi estuprada numa van no Rio de Janeiro. O mundo cão continua a girar. Daí teve a queda do ônibus no Rio de Janeiro que matou um tanto de gente e que parece que foi causada por uma briga. No dia seguinte teve Daniela Mercury.

Então vamos sexualizar as coisas. Pra deixar claro como a heterossexualidade é a norma vigente. Vamos apenas reescrever os títulos das notícias como um exercício. "Homem hétero discute com motorista hétero e ambos provocam acidente; 7 morrem". "Homens héteros estupram turista em van no Rio de Janeiro".

Que nojo. Sério. Direto eu fico pensando nisso. E já que homofobia foi um dos temas da semana, com texto no instagram do Alexandre Nero, com texto da Clara, com texto da Raíra vamos falar sobre isso. Lindo ver a mobilização de pessoas esclarecidas, de amigos em torno do assunto. Contra o Feliciano. E olha que ele não é o mal encarnado, mas acabou virando a personificação mais pop dessa coisa ruim toda que, veja bem, é inflingir sofrimento a outro ser humano.

Onde já se viu falar que negros são amaldiçoados? Isso é racismo. Não é liberdade de expressão coisa nenhuma. E daí ter que "ouvir" a mesma ladainha. "Como você explicaria pro seu filho pequeno se ele visse dois homens se beijando num restaurante". Ué meu povo. Explicando. "Olha. As pessoas são diferentes. Tem gente que gosta de azul e tem gente que gosta de amarelo e tem homem que gosta de mulher e tem homem que gosta de homem. É isso." Ponto.

Para dúvidas do tipo: "mas eu posso beijar meu amiguinho?" a melhor resposta é lançar a real. "Até pode, mas não agora, porque você não tem idade pra isso. Quando você for maior vai poder beijar quem você quiser". Isso, claro para pequenos.

Para os idiotas que falam asneiras como "gays querem que a gente enxergue o homossexualismo (sic) como a coisa mais natural e bela do mundo", é só lamentos. Primeiro que a homossexualidade é sim natural. Segundo, de ser bonita ou feia ela é tão bonita quanto a heterossexualidade. Ponto. A maldade, a beleza e a feiura tá no ponto de vista de cada um.

Tanto que um amasso hétero passa quase despercebido em lugares públicos, agora vai dois gays darem um selinho pra ver se não voa pau e pedra e ofensas pra todos os lados.

Mas né. Esse é o mundo em que vivemos e que queremos que melhore apesar de estar difícil porque as pessoas elas são idiotas. E isso é um problema. Porque as pessoas são o problema.

Vejam, por exemplo, a Vera Fischer. Há 10 anos ela posou na Playboy. Com 50 anos. Acho que talvez tenha sido a mulher mais velha a ter um ensaio publicado na revista. Hoje estão cobrando ela por estar "acima do peso". Meus sais. Ela é uma senhora. Tá com o corpo e a estrutura de uma senhora apesar de não aparentar.

Mas fato é que a partir de uma certa idade o metabolismo cai, né? O corpo não queima gordura com a mesma rapidez e há exercícios de maior impacto que arregaçam a pessoa. Não é como se ela fosse uma panicat e tivesse exibindo a bunda na praia toda hora.

Ela não tá mais na idade de ser cobrada por essas coisas. Aliás, ninguém devia ser cobrado por essas coisas em momento nenhum, mas isso por enquanto é outra história.

terça-feira, 2 de abril de 2013

A vida até agora.

Domingo consegui convencer meu irmão a me levar na casa da vó Justa pra ver a Sarinha, que veio a São Paulo ver o Loollapaloza. Ela aproveitou a carona quando ele foi me deixar de novo na casa da vó Conceição e falou que ficava por aqui  até hoje e que estava livre na segunda. Mais. Queria ir no japonês.

Levei ela e o Luis pra conhecer o Wakai e almoçamos lá ontem. Depois subi pra ativar o seguro do iPhone da Vivo e mudar meu plano telefônico. Encontrei a Diana no Center 3 e ela me fez companhia. Acabamos tomando uma breja antes de tomar meu rumo pro serviço.

Acabei atrasando um pouco. Até que foi tranquilo no trabalho. O bicho começa a pegar mesmo a partir de quarta. Quinta e sexta vocês sabem é o inferno na terra.

Cheguei em casa meio morto e dormi cedo sem muita hora pra acordar. Hoje de manhã consegui dar uma olhada nas contas que eu tenho pra pagar e resumindo não posso fazer nada muito extravagante esse mês.

Nada de livros, Blu-rays, novos jogos de video-game. Nada de nada. Bom que assim a gente trabalha em desopilar as coisas que a gente já tem. Também consegui fechar a agenda com a programação nos dias de liberdade até o começo do mês que vem. Avanços na vida.

E li um pouco. Tô lendo "Seis Balas num Buraco Só". Ensaio do João Silvério Trevisan sobre a crise do macho moderno. Textos sobre medo da castração, origem do falocentrismo, androginia em tribos indígenas e a violência humana. Já tô em pouco mais da metade. Logo devo terminar. E escrever sobre.

No mais é viver e esperar os dias aguardados chegarem. Tô cheio de planos e ideias. Querendo viajar, pensando em fazer um videocast, estrear um blog novo e dar start no projeto de assistir novas séries ou temporadas de séries 'antigas', tipo Glee.

Ocupar o tempo e a vida até metade do ano, pra terminar de pagar algumas dívidas e pensar na próxima virada. De rumo, de cursos, de emprego, casa e do que mais estiver precisando. Começar agora, mudando o layout do blog. Pra uma coisa mais clean, menos dark, mais feliz.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Agora sim, ano novo

Uma das lendas que cercam a origem do primeiro de abril é que antigamente o ano novo só começava nessa data. Daí, para a minha tristeza, alguém que tinha poder para isso mudou para o dia primeiro de janeiro.

Como antigamente as informações demoravam mais pra circular muita gente continuou comemorando o ano novo em abril. No dia primeiro. Daí quem fazia isso ou acreditava nessas comemorações era chamado de bobo, tolo. Por isso esse é o Dia dos Tolos, Dia da Mentira.

Em todo caso não deixa de ser irônico que, pelo menos pra mim, o ano parece estar começando só agora. Sem aquela velha máxima de que tudo só começa depois do carnaval porque eu trabalhei todos os malditos fucking dias de carnaval e foi horrível. =(

Até, sei lá, terça-feira, 2013 foi uma emulação do que teve de ruim em 2012. E eu não consegui parar. Foram dias e mais dias ininterruptos de hard work. Arrancar o dente do ciso na quarta foi uma provação. Doeu. Mas me obrigou a desacelerar.

Não teve banho de mar. Mas teve maratona de filmes e sérires e almoços em família e consegui pensar. Passar um tempo comigo e estabelecer algumas metas pessoais. E tudo meio que fluiu para isso.

Em março aconteceram algumas coisas boas. Chegou meu iPhone, meu CD do Stereophonics, minha CNH. Fiz um frila pro F5. Conclui dois objetivos que tinha estabelecido pra mim no ano passado depois de terminar o frila na Moderna (o ciso e a carteira) e agora rolou de pensar outros.

Ainda não teve banho de mar pra tirar parte da carga negativa e dar uma renovada na bateria, mas isso ainda dá pra esperar. Sem problemas. Uma coisa de cada vez. Talvez até role antes mesmo do que eu tô imaginando. E é isso. Feliz Ano Novo!

domingo, 31 de março de 2013

Então é isso. Pouquinho mais de dois meses e eu tenho meu celular de volta. E apesar do backup não é meu celular. É outro modelo, igual, só que é diferente.

Entende? É como se de fato tivesse perdido uma parte da minha vida. Parte esta que eu tive que reinventar. Eu que tava fazendo joça mal interpretada do meu azar fui obrigado a tirar um lado positivo disso tudo.

Veja bem. Foi ruim ter o iPhone roubado, mas é ótimo ter um novo iPhone. Além disso, sem toda essa coisa do whatsapp, do 3G, e das redes sociais de um modo geral eu avancei em certos pontos da vida.

Talvez avançar não seja a palavra mais correta, mas fato é que acabei acostumando com a terapia de choque. Hoje, por exemplo, consegui fazer uma puta limpa no Twitter. E no Instagram. Ficar seguindo muita gente dá nos nervos e não dá muito certo não.

Bonitinho mas não me dá bola. Unfollow. Gato, mas não vai rolar de eu comer ou dar... unfollow também. E parei com algumas pessoas que eu seguia por educação. Gente pesada, venenosa até e que até já me fez mal, deliberadamente.

Às favas com a boa educação. Gosto desse povo lá quando eu tô aqui. Cada um no seu quadrado ado-a-ado. Até porque tem outra. Dois meses fora, com tuites espaçados assim, não é como se minha ausência tivesse sido nossa profundamente sentida ou lamentada.

É isso. Daí até ensaio um retorno ao Twitter, mas vou falar sobre o quê? A minha vida? Ela não tem nada demais. O Big Brother, acabou. A televisão? Eu tenho ficado bastante tempo em frente a ela. Mas tenho feito minha própria grade de filmes e séries. Difícil embarcar na onda coletiva desse jeito.

Vendo assim, de longe, o fluxo dos assuntos, a timeline do Twitter parece com o destino que parece um trem. Se você não tomar na hora certa, você fica ali na plataforma, só vendo a fumacinha.

Por isso acostumei. E esse tempo sem internet na palma da mão acabou servindo pra retomar minha vida, ou uma parte dela. Li pra caralho esses tempos. Até em casa, que é um lugar onde eu leio pouco. Terminei esses dias "Lembra de Mim?", da Sophie Kinsella, em menos de uma semana. Tem sei lá, 400 páginas o fanjo.

A pilha de livros chegamos à conclusão que nunca vai terminar, mas que dá pra administrar mantendo um ritmo e se planejando devagar. Já tem que lidar com muita ansiedade no trabalho pra deixar isso virar um problema.

Outra coisa foi que esses tempos fiz várias coisas legais. E ironicamente nada disso foi pro Instagram. Fui no show do Marcelo Jeneci, no do Attaque 77 e no do Café Tacuba. Vi "Minha Mãe é uma Peça". Fui no Exquisito e no Flamingo. Comi no New Hamburgology, Burger King, vi as meninas do Aprígio. Consegui ver Diana, Raíra, Fernanda. Isso sem falar em almoços em família na casa das avós.

Quer dizer, se janeiro não foi aquela lindeza que esperávamos e fevereiro foi terrivel, março fecha a trinca desse ano treze com a promessa de que abril pode ser muito bom. É fazer acontecer e esperar pra ver.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Descansando em paz ou morrendo e deixando saudades

Aprendemos ontem que tristeza vira desespero que vira depressão e de repente você morre num apartamento vazio, o que simboliza bem a sua vida. Tristeza mata.

Palavras tão bonitas essas da Raíra num e-mail lindo sobre a morte do Chorão e sobre nossas vidas e nossas crises. Meus amigos já sabem pra mim o que significam essas mortes na vida. É um inferno lidar com essas coisas trabalhando num jornal, trabalhando na foto online.

Dois mortos seguidos então, é apelação. É rezar desesperadamente para que não venha um terceiro. Não é tão nobre assim na rotina de informar. Mas a  morte do Chorão não podia deixar de me abalar. Jornalismo deixa a gente calejado para a morte dos outros. Para a morte das celebridades, dos famosos e importantes.

Nem por isso essas mortes deixam de significar algo. Não é só trabalho a mais. Alguém já disse certa vez que morrer era ridículo. E é. Ainda mais quando a pessoa é jovem, quando não está doente. Quando um erro bobo ou um acidente leva as pessoas para longe daqui. Como o noivo que morreu no dia do casório.

Com tantos planos pela frente. Com tanta vida a ser vivida. Com tanta coisa a se fazer. Tantas experiências por aí. Por que é que as pessoas morrem? Qual é o sentido disso tudo afinal? Ter tudo e não ter nada e daí fim. Sobem os créditos. E o último que sair apaga a luz.

Eu vi as fotos do corpo. Do sangue todo. Do rosto machucado. Preferia não ter visto. Mas estavam no Merlin. Não teve como não ver. Enfim. Penso no desespero. Tento imaginar a loucura que deve ser se ver assim diante da morte ou não ver. O que será que pensamos numa situação dessa? Que tipo de estímulo elétrico-neurológico nosso cérebro exibe quando está desligado enquanto o corpo se debate em convulsão?

E pensar nos vivos. Nas pessoas que estão aqui. E pensar que de repente meus queridos podem se ir. E pensar no passado. Na adolescência. Em uma matéria sobre o Charlie Brown Jr. no Folhateen. Em quantos shows do Charlie Brown eu fui em Caraguá. Quer dizer, a gente já nem gostava mais tanto assim da banda e a programação de verão anda bem ruim, mas sempre tinha um show deles na praia. E agora não terá mais.

E ele nem era um ídolo pra mim. E eu fico pensando nos meus mortos. O ruim da morte é a saudades que a pessoa deixa. Eu lembro do meu avô que se foi. Eu lembro da Claudia Wonder. Ela sim era um ídolo. Sempre quis chamá-la para comer uma pizza. Eu fico pensando em gente que eu nem conheci direito ou com quem tive pouco contato como a Andreia Albertini. Em algum lugar a Claudia tá lá no céu das gay com o Caio Fernando Abreu olhando por mim.

Chavez foi levado pelo câncer. E acho que Bibi Ferreira (vivíssima) disse uma vez que artistas eram imortais. Somos todos um pouco artistas. Mesmo que a nossa arte seja viver. Dia após dia. Tem uma música do Charlie Brown Jr. "Lutar pelo que é meu". "A gente passa a entender melhor a vida quando encontra o verdadeiro amor. Cada escolha, uma renuncia, isso é a vida. Estou lutando pra me recompor", diz na abertura.

É aquela com aquele rerão "O melhor presente Deus me deu. A vida me ensinou a lutar pelo que é meu". Nem sei porque gosto dessa música. Talvez porque fale sobre ter garra. Nem sei se mesmo acredito em Deus. Não, não acredito. A letra é bonita. Só não chega a ser irônico porque às vezes é difícil escutar a nós mesmos, mas Chorão poderia ter ouvido sua própria música antes de todo o surto.

Ele dizia nos shows que a vida era o dia a dia e que ele não desistia. Falar é sempre mais fácil. Mas tendo desistido, ou não, a morte dele acaba sendo sua grande mensagem. Pra gente não desistir. Ainda assim, que no fim todos possamos descansar em paz.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Contagem regressiva


Nem tudo são só agruras. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo, já dizia Machado de Assis. Então vamos falar de coisas felizes. Vamos falar de coisas lindas. Vamos falar de Stereophonics. É isso. Minha banda favorita vai lançar CD novo. E o melhor. Por esses dias.

Bem. Tudo começou há algum tempo atrás na ilha do Sol quando eu estava no Rio de Janeiro e recebi um e-mail com uma newsletter avisando das novidades. Era novembro e eles estavam lançando "In a Moment", o primeiro single do novo CD, "Graffiti on the Train".

De lá pra cá eles anunciaram a data de lançamento do álbum, que será, vejam só, na próxima segunda-feira, dia 4 de março de 2013. Nunca quis tanto que uma segunda-feira chegasse logo. Pelo site da banda eles fizeram um esquema de pré-venda de uma edição deluxe, com uns cards, um encarte todo trabalhado e um cd com versões alternativas e acústicas.


Graças a um cartão de crédito internacional e ao bom momento financeiro do nosso país, rolou de comprar e estou agora na contagem regressiva pra chegada do meu CDzinho.

Bom. Nesse meio tempo, o Stereophonics participou de um showzinho na Absolute Radio, uma rádio britânica e, se não me engano, nesse setzinho especial de Natal divulgaram pela primeira vez o segundo single deste novo trabalho. "Indian Summer". Uma das músicas mais belas da história da banda.

Como se não bastasse. Em meio ao nosso Carnaval (ainda ele), a rádio inglesa BBC 2 convidou alguns artistas locais para gravarem um tributo aos Beatles num projeto chamado "12 Hours to Please Please Me". Para quem não sabe, "Please Please Me" é o primeiro álbum de estúdio dos Beatles. E vejam só. Ele foi gravado em estúdio. Em 12 horas.

Nesse álbum tem "Twist & Shout" pra vocês que são modinhas. E tem umas canções belas como "Boys" e "Chains". Bem. Toda uma galera participa desse CD. De todos esses eu só conhecia a Joss Stone. Mas The Merseybeats and Friends fez uma das melhores versões na minha opinião. Por que diabos estou falando isso? Porque os lindos do Stereophonics gravaram uma canção nesse tributo, "I Saw Her Standing There". Só pra me encher de carinho, alegria e emoção.


Muita coisa? Pois vocês não sabem. Com o lançamento do novo CD, os integrantes da banda participaram de uma sessão de gravação do estúdio da Amazon Uk. O resultado disso foram 3 clipes e o EP "Live From Rehearsals" que pode ser baixado de grátis se você tiver uma conta na Amazon e morar no Reino Unido. Apesar da barreira geográfica não permitir o download, a internet, esta linda, oferece meios de quebrá-la.

Assim sendo ouvimos mais duas novas músicas ("Violins & Tambourines" e "No-One's Perfect") enquanto o CD novo não vem. Mas agonia e expectativa que eu tô mesmo é que da última vez que lançaram um CD, o "Keep Calm and Carry On", em 2010, o Stereophonics veio ao Brasil e fez shows na Argentina e no Chile também. Fui no show aqui e fui na Argentina, onde eles tocaram em um festival, fazendo o show de São Paulo ser beeeeeeeem mais legal e maior.

Assim, eles são ingleses. Não têm senso de humor e odiaram ficar 12 horas no avião pra vir pra cá. Mas eu gostaria muito muito muito que eles voltassem pelo final do ano e fizessem mais uns shows pela América Latina já que eu não sou uma lima da pérsia e meu sonho de ir pra Londres vê-los tocar num pub por enquanto ainda está meio longe de se realizar.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Eu ando com vontade de coisas que eu nem sei o que são. Outro dia era cerveja. Tomei uma latinha e passou. É a urgência do universo me atacando o estômago. Como se eu não tivesse vivendo. Ou como se estivesse vivendo uma vida que não é bem a minha.

Desde o Carnaval que meu sono está desregulado. Durmo tarde, lá pelas 4h. Acordo lá pro meio dia. Não vou a academia pela qual eu paguei. Cem dilmas. Antes tivesse ido num puteiro. Ainda bem que este mês é curto e que está acabando. Mês que vem eu compro Tomb Raider.

Surpreendentemente hoje eu acordei pelas 9h30. A preguiça e o sono só me permitiram levantar cerca de uma hora depois. Consegui ir na academia. Brochado. Sem ânimo. Só fazendo esteira. Bem de leve. Não me atrevo a correr. Falta pique. Falta coragem.. Falta disposição. No caminho, a luz do Sol na calçada.

Caraguá. Era um Sol bonito o que fez hoje de manhã. Era Sol de praia. Me bateu um aperto. Uma vontade louca de descer a serra e tomar um banho de mar. Podia estar pedalando. Indo até a prainha. Sentindo aquela água delicinha da Pedra da Freira. Main Gosh. Quanto falta pra eu me aposentar?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mesmo que o mundo ignore eu tô me sentindo um herói. Tô me sentindo um sobrevivente. Não vejo a hora de chegar o sábado. Tô trabalhando feito um cão essa semana. Primeiro, o carnaval. Eu achei que seria fácil. Não foi. Nem um pouco.

Peguei o turno da madrugada já na sexta-feira. Primeiro dia. Era pra sair às 07h. Saí às 09h. Difícil pra mim que tava na redação. Difícil pra quem tava no Anhembi, suponho. Só quei passei sufoco. As fotos não chegavam. Segundo dia foi um poquinho melhor. Mas também saí às 09h.

Eu achei que com esse horário daria para pegar um cineminha a tarde ou a noite, que daria para ver meus amigos assim de leve até tomar uma cervejinha. Ha ha. Deu foi nada. Doce ilusão a minha. Não consegui descansar. Meu cérebro simplesmente não desligava quando eu chegava em casa.

E minha mente girava e girava em galerias, edição, fotos e mais fotos e mais fotos. Aquela explosão de cores. O Merlin capengou. Muita fotos caindo em pouco espaço de tempo. Fotos de outros assuntos sumiram. Foram fumadas. Depois voltaram. O autoupdate frenético. Preciso me desintoxicar. O cérebro tá pesado.

Domingo e segunda foi melhor. As fotos vinham mais rápido. Os desfiles começaram antes e acabaram antes também. Nesses dois dias deu pra sair no horário. Só não deu pra descansar. E olha que a terça era pra eu ter entrado às 15h e entrei às 18h.

Pra ajudar, o Papa. Porra. O Papa  renunciou. Eu gelei. Enquanto alguns preparavam suas fantasias de papa e outros faziam piadas no tuiter eu só queria que alguém me falasse que era brinks. O Papa renuncia. No meu mundo atualmente isso significa um milhão de galerias.

Significa os papas do passado, Bento 16 sendo papa, uma retrospectiva da vida do papa, a repercussão da renúncia nos sites gringos, o papa com líderes mundias e brasileiros papáveis. E isso porque não pediram o Papa com celebridade tipo o Bono Vox e a Britney ou algo do tipo mande sua foto do papa.

É isso. Tô traumatizado do volume de coisas. Se as condições não fossem tão adversas e o salário tão pouco seria melhor. Porra. O papa renunciou e a única coisa que eu consegui pensar na hora além da maré de azar que é a minha vida foi que Eurotrip tem uma sequência muito boa sobre isso.

E Eurotrip é tão legal que eu queria apenas chegar em casa, descansar e assistir ao filme. Consegui alugar na locadora do Paulo Coelho, mas quem disse que deu pra assistir? Bom. Não vejo a hora que chegue sábado. Quase 03h da manhã.Vou ficando por aqui, porque ainda preciso dormir, que tem várias coisas pra resolver na quinta e na sexta ainda antes do merecido descanso.

Depois desse desabafo todo chato deixo vocês com as cenas que eu falei.


E não percam a escolha do novo papa. Que seja tão legal como essa daí de cima.