Quer cancelar? Então tá. Cancelado.
Pã.
Meu mundo caiu. Não sou tão especial como eu sempre acreditei.
Explico-me. Meu cartão de crédito. Sua fatura. Meu cristo. Milhões de vezes de vinte milhões de reais.
Um dinheiro que dá uns 3 ou 4 livros, uma meia dúzia de fardo de cervejas. Um dinheiro que não tá rolando de dar pro Itaú, sabe.
Então eu liguei pra cancelar. Por qual motivo senhor? A anuidade. Não quero mais pagar. Vieram os argumentos.
É a taxa de manutenção do prestígio e do privilégio. Ah pro escambau. Meu cu, sabe. Apelei. Então. Estou seguindo uma nova religião, me desfazendo de bens materiais e investindo na minha riqueza espiritual.
Foi bom que o senhor tocou nesse assunto porque o cartão pode servir para um momento de necessidade. Por exemplo, uma geladeira é uma necessidade hoje?
Hahahahaha
Até onde eu sei tá tudo bem com a minha geladeira. E mudar de casa é uma questão adiada por tempo indeterminado. O jeito é ficar na casa dos meus pais. Sufocando o sonho do gato próprio.
Não. Eu não penso em comprar uma geladeira tão já. E fiquei esperando que ele fosse "consultar o surpevisor" e falar que me daria 25%, 50%, 75% de desconto até me presentear com a aniquilação da anuidade.
Mas não. Igual a você eu já tracei mais de cem. E foi assim que meu cartão de crédito internacional foi cancelado. Sem choro nem vela. Sem pedidos de joelho para que eu ficasse com ele.
Na hora eu mantive a firmeza, mas quis chorar ao ver meus projetos se despedaçando. Minhas compras na Amazon no segundo semestre ou quando o dólar abaixar foram postergadas.
E tudo que eu desejo são uns brinquedos, uns livros, uns jogos. Coisas bem distantes de uma geladeira. Mas pra isso eu preciso guardar o dinheiro que eu pagaria em anuidade.
Apesar do choque inicial, o saldo final foi positivo. Desde ontem eu sou uma pessoa que tem limitadas suas opções de gastos ou investimentos em supérfluos de primeira necessidade.
Um dos objetivos desse ano é economizar e, se a gente não está falhando miseravelmente, não estamos um verdadeiro prodígio nessa arte.
De repente já estamos no meio do ano e precisamos intensificar esses objetivos pra fazer valer.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Arrasa B.
Faz tempo que o Sheik não anda benquisto pela torcida do Corinthians. Provavelmente desde o episódio em que ele publicou em seu Instagram um foto de um selinho num amigo, o empresário Isaac Azar, dono do Paris 6.
Eu simpatizo com o Sheik muito antes desse episódio. Desde o Carnaval do ano passado quando ele foi curtir os desfiles no camarote Brahma.
Na foto que me chegou pela AgNews ele foi uma das poucas celebridades presentes no local que parecia espontâneo. Acho que dá pra dizer que ele é autêntico.
Desde a recepção nada calorosa à foto do beijo, Sheik tem murchado. Seu desempenho em campo parece ter caído. Não sou um grande acompanhador de futebol, mas acabei de ler que desde julho ele não faz um gol.
Apesar de ofensas e ameaças e grosserias da torcida no campo ele tem se mantido digno e honrado. Sua postura é a do mais puro respeito. Não sei com que forças ele não tem caído em provocações.
Sheik agora é do Botafogo. Ontem ele postou uma foto no Instagram com o sorriso mais triste no rosto. O sorriso da despedida.
Aquele sorriso que a gente tenta dar como que para nos dizer "vai ficar tudo bem", mesmo sentindo que não vai. Calma cara. Tenta aproveitar o frio na barriga.
Não há de ser de todo ruim. Às vezes, Sheik, uma porta se fecha e uma janela se abre. Boa sorte nessa nova fase, boa sorte nessa nova vida.
Esses gestos, de carinho com um amigo e de respeito com seu público é algo raro de se ver e está muito além de um campeonato, uma taça ou uma partida de futebol.
Eles ainda não sabem, mas nada disso importa muito na real. Não é isso que fica no final das contas. O exemplo tá registrado. Obrigado!
Eu simpatizo com o Sheik muito antes desse episódio. Desde o Carnaval do ano passado quando ele foi curtir os desfiles no camarote Brahma.
Na foto que me chegou pela AgNews ele foi uma das poucas celebridades presentes no local que parecia espontâneo. Acho que dá pra dizer que ele é autêntico.
Desde a recepção nada calorosa à foto do beijo, Sheik tem murchado. Seu desempenho em campo parece ter caído. Não sou um grande acompanhador de futebol, mas acabei de ler que desde julho ele não faz um gol.
Apesar de ofensas e ameaças e grosserias da torcida no campo ele tem se mantido digno e honrado. Sua postura é a do mais puro respeito. Não sei com que forças ele não tem caído em provocações.
Sheik agora é do Botafogo. Ontem ele postou uma foto no Instagram com o sorriso mais triste no rosto. O sorriso da despedida.
Aquele sorriso que a gente tenta dar como que para nos dizer "vai ficar tudo bem", mesmo sentindo que não vai. Calma cara. Tenta aproveitar o frio na barriga.
Não há de ser de todo ruim. Às vezes, Sheik, uma porta se fecha e uma janela se abre. Boa sorte nessa nova fase, boa sorte nessa nova vida.
Esses gestos, de carinho com um amigo e de respeito com seu público é algo raro de se ver e está muito além de um campeonato, uma taça ou uma partida de futebol.
Eles ainda não sabem, mas nada disso importa muito na real. Não é isso que fica no final das contas. O exemplo tá registrado. Obrigado!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
O novo tempo que começou
Vamos começar com o maior dos clichês que a gente aprendeu ao longo dessa vida: a felicidade está nas pequenas coisas. E vamos para uma sensação que vem crescendo com o passar dos dias que é: parece que sempre vai existir um tempo no presente que a gente vê que lá atrás a gente era feliz e não sabia.
Explico. Quando eu tava sei lá na sexta série, o professor de religião passou uma tarefa. Marcar numa tabela o que a gente fazia durante o dia, por uma semana. Da hora que acordava até a hora de dormir. Naquele tempo meus dias se dividiam em: escola de manhã e casa a tarde.
E eu costumava passar as tardes fazendo 3 coisas: fazer lição de casa (que nunca era pouca), brincar (de bonecos) e ver televisão. Essas atividades não eram necessariamente simultâneas ou nessa ordem, mas às vezes também poderiam ser.
O curioso disso é que naquela semana talvez eu tivess pouco dever de casa. E na minha tabelinha constou que eu assistia 6 horas de TV por dia. Fiquei tão assustado com meu próprio resultado que na outra semana eu segui com o experimento e as horas passadas em frente à TV foram menores. Alívio.
Uma das coisas que eu mais gostava de assistir nessa fase da minha vida, além da trasheira da programação vespertina toda eram os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Só fui me dar conta disso depois de mais grandinho quando crescie virei mulher e entrei no Senai para fazer o técnico em Telecomunicações.
Foi a partir do momento em que eu perdi minhas tardes ociosas que eu passei a definir felicidade como uma coisa simples, básica e banal, que você nem se dá conta de que está ali na sua frente. E a Sessão da Tarde faz parte desse conceito. Sossego é ter o luxo de tirar um soneca no final da tarde enquanto passa "A Lagoa Azul", "Ghost", "3 Ninjas", sei lá.
Trabalho, estudo, obrigações, carreira, emprego, dinheiro, sucesso, tudo isso se enquadra naquela máxima do John Lennon de que vida é o que acontece enquanto estamos ocupados fazendo planos e daí a gente leva um tiro e morre.
O problema disso agora é que a Globo resolveu acabar com uma das minhas certezas mais absolutas sobre a vida trocando a Sessão da Tarde com o Vale a Pena Ver de Novo. É o fim dos tempos, do novo tempo que começou. A princípio eu não sabia o que achar sobre essa mudança. Achei que seria positivo, principalmente com a rotina que eu estava levando.
Por exemplo, antes dessa total inversão de valores da sociedade eu acompanhei a parte final de "O Cravo e a Rosa" porque a exibição coincidia com o horário que eu estava na academia me matando na esteira pra tentar emagrecer, ganhar resistência e condicionamento físico e ter uma vida saudável. E esta era uma novela incrível, leve, divertida e engraçada.
No lugar de "O Cravo..." colocaram "Cara e Bocas", que é uma novelinha beeeeeeem meia boca. Num primeiro momento fiquei ressabiado, mas falei comigo mesmo que precisávamos não julgar antes de experimentar. Não deu. Apesar de agora poder ver filmes enquanto eu estou na academia e Corina foi ótimo, não dá pra ver o final. E o final é que era tudo.
Porque na Sessão da Tarde, a gente pode até dormir durante o meio do filme. Mas acorda para ver a Jéssica sendo resgatada, os filhos sendo salvos, o Daniel San ganhando a luta final. É algo que dá uma força pra encarar o resto das obrigações, ir à padaria, tomar o café da tarde, começar a preparar o jantar, varrer a calçada.
Agora novela não foi feita pra gente dormir. Novela foi feita pra gente acompanhar e se envolver com dramas e nem sempre o final do episódio é feliz, na maioria das vezes ele é tenso e tem que acabar de um jeito que te deixe com vontade de voltar para a frente da telinha na mesma hora no dia seguinte. E quando a novela é chatinha ela se arrasta, fazendo o dia demorar mais pra passar.
É o tipo de coisa que muda toda a dinâmica da vida. Por isso achei nocivo, perigoso, altamente alienante. Uma pessoa que só vê a Globo emenda 5 fucking novelas uma na outra, se a gente incluir Malhação nessa contagem. Pense se não é coisa pra caralho pra dar conta na vida. Haja paciência, disposição. Tempo livre.
Eu que estou nessas, já programando a minha próxima folga num dia de semana, fico preocupado de essa mudança vingar e eles me resolveram exibir "Cheias de Charme". Aí eu to fodido, que vou precisar de um novo horário no emprego, uma nova rotina.
Explico. Quando eu tava sei lá na sexta série, o professor de religião passou uma tarefa. Marcar numa tabela o que a gente fazia durante o dia, por uma semana. Da hora que acordava até a hora de dormir. Naquele tempo meus dias se dividiam em: escola de manhã e casa a tarde.
E eu costumava passar as tardes fazendo 3 coisas: fazer lição de casa (que nunca era pouca), brincar (de bonecos) e ver televisão. Essas atividades não eram necessariamente simultâneas ou nessa ordem, mas às vezes também poderiam ser.
O curioso disso é que naquela semana talvez eu tivess pouco dever de casa. E na minha tabelinha constou que eu assistia 6 horas de TV por dia. Fiquei tão assustado com meu próprio resultado que na outra semana eu segui com o experimento e as horas passadas em frente à TV foram menores. Alívio.
Uma das coisas que eu mais gostava de assistir nessa fase da minha vida, além da trasheira da programação vespertina toda eram os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Só fui me dar conta disso depois de mais grandinho quando cresci
Foi a partir do momento em que eu perdi minhas tardes ociosas que eu passei a definir felicidade como uma coisa simples, básica e banal, que você nem se dá conta de que está ali na sua frente. E a Sessão da Tarde faz parte desse conceito. Sossego é ter o luxo de tirar um soneca no final da tarde enquanto passa "A Lagoa Azul", "Ghost", "3 Ninjas", sei lá.
Trabalho, estudo, obrigações, carreira, emprego, dinheiro, sucesso, tudo isso se enquadra naquela máxima do John Lennon de que vida é o que acontece enquanto estamos ocupados fazendo planos e daí a gente leva um tiro e morre.
O problema disso agora é que a Globo resolveu acabar com uma das minhas certezas mais absolutas sobre a vida trocando a Sessão da Tarde com o Vale a Pena Ver de Novo. É o fim dos tempos, do novo tempo que começou. A princípio eu não sabia o que achar sobre essa mudança. Achei que seria positivo, principalmente com a rotina que eu estava levando.
Por exemplo, antes dessa total inversão de valores da sociedade eu acompanhei a parte final de "O Cravo e a Rosa" porque a exibição coincidia com o horário que eu estava na academia me matando na esteira pra tentar emagrecer, ganhar resistência e condicionamento físico e ter uma vida saudável. E esta era uma novela incrível, leve, divertida e engraçada.
No lugar de "O Cravo..." colocaram "Cara e Bocas", que é uma novelinha beeeeeeem meia boca. Num primeiro momento fiquei ressabiado, mas falei comigo mesmo que precisávamos não julgar antes de experimentar. Não deu. Apesar de agora poder ver filmes enquanto eu estou na academia e Corina foi ótimo, não dá pra ver o final. E o final é que era tudo.
Porque na Sessão da Tarde, a gente pode até dormir durante o meio do filme. Mas acorda para ver a Jéssica sendo resgatada, os filhos sendo salvos, o Daniel San ganhando a luta final. É algo que dá uma força pra encarar o resto das obrigações, ir à padaria, tomar o café da tarde, começar a preparar o jantar, varrer a calçada.
Agora novela não foi feita pra gente dormir. Novela foi feita pra gente acompanhar e se envolver com dramas e nem sempre o final do episódio é feliz, na maioria das vezes ele é tenso e tem que acabar de um jeito que te deixe com vontade de voltar para a frente da telinha na mesma hora no dia seguinte. E quando a novela é chatinha ela se arrasta, fazendo o dia demorar mais pra passar.
É o tipo de coisa que muda toda a dinâmica da vida. Por isso achei nocivo, perigoso, altamente alienante. Uma pessoa que só vê a Globo emenda 5 fucking novelas uma na outra, se a gente incluir Malhação nessa contagem. Pense se não é coisa pra caralho pra dar conta na vida. Haja paciência, disposição. Tempo livre.
Eu que estou nessas, já programando a minha próxima folga num dia de semana, fico preocupado de essa mudança vingar e eles me resolveram exibir "Cheias de Charme". Aí eu to fodido, que vou precisar de um novo horário no emprego, uma nova rotina.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Retomando
O Carnaval chegou e se foi tarde demais. Seus efeitos reverberaram por muito tempo. Tive que lidar com seu prólogo e com seu epílogo. O Carnaval chegou mudando a vida. Desestabilizando. Não teve patins. A aula pelo menos. Não teve revista sãopaulo. Denise Fraga e Vanessa Bárbara agora saem em domingos diferentes. Uma chata desalegria.
Depois disso, veio a vida impondo seu ritmo puxado. Nada de frescor de Ano-Novo. Quem acha que o ano só começa depois do Carnaval é porque não trabalha como eu. Tivemos que lidar com um plantão, com a frustração de não ter tudo que a gente quer. De não poder pagar pelo que a gente precisa. De abrir mão de algumas coisas em detrimento de outras.
Estamos a duras penas aprendendo a esperar. A ter paciência. E a economizar. Está na hora de agir com foco no futuro. O tempo é de plantar para colher depois. Bem lá na frente. Sabe-se lá quando exatamente. Uma hora a vida vai se ajeitar e o que tiver de ser, será. Venho me esforçando pra acreditar nisso. Tentando fazer o meu melhor.
O sentimento de hoje é que é preciso retomar as rédeas da vida sem deixar ela passar. Voltar a escrever após todo esse recesso. Estruturar as coisas, sedimentar o terreno, fincar os alicerces. Cuidar da saúde. Renovar a carteira de habilitação. Dirigir. Tocar projetos. Aprender a desapegar. Investir em novas ideias.
Já se foram quase três meses deste ano e até agora não foi fácil, mas estamos conseguindo lidar. Pior do que 2013 pelo menos não está sendo. O bom de amadurecer é a tranquilidade de saber que nem tudo dá para controlar. E isso proporciona um alívio muito grande, porque a nossa parte pelo menos a gente tem que fazer.
Depois disso, veio a vida impondo seu ritmo puxado. Nada de frescor de Ano-Novo. Quem acha que o ano só começa depois do Carnaval é porque não trabalha como eu. Tivemos que lidar com um plantão, com a frustração de não ter tudo que a gente quer. De não poder pagar pelo que a gente precisa. De abrir mão de algumas coisas em detrimento de outras.
Estamos a duras penas aprendendo a esperar. A ter paciência. E a economizar. Está na hora de agir com foco no futuro. O tempo é de plantar para colher depois. Bem lá na frente. Sabe-se lá quando exatamente. Uma hora a vida vai se ajeitar e o que tiver de ser, será. Venho me esforçando pra acreditar nisso. Tentando fazer o meu melhor.
O sentimento de hoje é que é preciso retomar as rédeas da vida sem deixar ela passar. Voltar a escrever após todo esse recesso. Estruturar as coisas, sedimentar o terreno, fincar os alicerces. Cuidar da saúde. Renovar a carteira de habilitação. Dirigir. Tocar projetos. Aprender a desapegar. Investir em novas ideias.
Já se foram quase três meses deste ano e até agora não foi fácil, mas estamos conseguindo lidar. Pior do que 2013 pelo menos não está sendo. O bom de amadurecer é a tranquilidade de saber que nem tudo dá para controlar. E isso proporciona um alívio muito grande, porque a nossa parte pelo menos a gente tem que fazer.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Polêmicas
Existe um ditado que diz que se a palavra é de prata o silêncio é de ouro. Em tempos de hipermediatização da vida ele deveria ser mais relembrado. Semana passada eu li esse texto que comparava todo o barulho na internet ao zum-zum-zum de uma praça de alimentação de shopping.
Não teria como ser mais cabível. Passar horas na frente do computador e sendo bombardeado de informação e navegando na internet abastecendo um site de notícias resulta em uma grande dor de cabeça e estafa.É difícil aguentar a gritaria virtual.
Todo mundo, a todo instante tem sempre opinião sobre tudo. Eu odeio formar conceitos rápidos assim sobre coisas efêmeras. Eu prefiro ficar neutro. Calado, na minha. Opiniar sempre acaba ofendendo alguém, porque não existe mais aquela discordância arte, aquela discordância moleque com gingado e pé sujo de lama.
Parece existir na constituição federal da internet a regra de que você deve dar pitaco sobre todos os assuntos em voga. Não há mais espaço para o calma, cara de outrora. Os ânimos, eles estão sempre exaltados.Em ebulição. Não dá mais para contemplar as pequenas coisas. É preciso escolher um lado no qual se deve ficar para sempre.
Eu passo. Sinto falta da contemplação. No final do ano passado saíram CDs de Lady Gaga, Britney Spears, Katy Perry. Um CD foi colocado no pedestal e atirado na lixeira logo depois do outro. Ouvi poucas vezes os três. Não sei dizer qual é o melhor.
De cara talvez eu tenha gostado bem da Katy Perry, mas Lady Gaga tem lá o seu valor. Britney eu lembro que não achei tão fraco quanto muitos criticaram, mas também não achei tudo isso de tão incrível. Música para mim é algo para curtir. Não para transformar em Fla-Flu. Nesse sentido o prêmio de melhor CD de uma diva pop lançado em 2013 vai para... Luan Santana.
É o que tem. Das minhas experiências boas e ruins ouvindo as músicas e compartilhando e vivendo momentos especiais "O Nosso Tempo é Hoje", foi o que mais me marcou até aqui. Vai que amanhã eu vá a uma balada e garre um amor imenso a Gaga Perry ou Katy Lady quando estiver bêbado dançando louca.
Na semana passada a polêmica girou em torno de um grupo que amarrou um jovem negro a um poste no Rio de Janeiro e o comentário da Rachel Sheherazade sobre a atitude. Juro que não sei o que pensar, que opinião formar. Está tudo tão errado nesse mundo. É tanto problema para resolver e tão pouco sendo feito.
De um lado não parece nada apropriado amarrar alguém pelado a um poste. De outro lado também não é uma coisa legal sofrer um assalto, ser vítima de violência, estupro, ter algo roubado, se ver diante de um revolver. É um horror pra falar a verdade. De todos os lados a barbárie.
Não dá pra simplesmente vocês todos pararem de se matar?
Não teria como ser mais cabível. Passar horas na frente do computador e sendo bombardeado de informação e navegando na internet abastecendo um site de notícias resulta em uma grande dor de cabeça e estafa.É difícil aguentar a gritaria virtual.
Todo mundo, a todo instante tem sempre opinião sobre tudo. Eu odeio formar conceitos rápidos assim sobre coisas efêmeras. Eu prefiro ficar neutro. Calado, na minha. Opiniar sempre acaba ofendendo alguém, porque não existe mais aquela discordância arte, aquela discordância moleque com gingado e pé sujo de lama.
Parece existir na constituição federal da internet a regra de que você deve dar pitaco sobre todos os assuntos em voga. Não há mais espaço para o calma, cara de outrora. Os ânimos, eles estão sempre exaltados.Em ebulição. Não dá mais para contemplar as pequenas coisas. É preciso escolher um lado no qual se deve ficar para sempre.
Eu passo. Sinto falta da contemplação. No final do ano passado saíram CDs de Lady Gaga, Britney Spears, Katy Perry. Um CD foi colocado no pedestal e atirado na lixeira logo depois do outro. Ouvi poucas vezes os três. Não sei dizer qual é o melhor.
De cara talvez eu tenha gostado bem da Katy Perry, mas Lady Gaga tem lá o seu valor. Britney eu lembro que não achei tão fraco quanto muitos criticaram, mas também não achei tudo isso de tão incrível. Música para mim é algo para curtir. Não para transformar em Fla-Flu. Nesse sentido o prêmio de melhor CD de uma diva pop lançado em 2013 vai para... Luan Santana.
É o que tem. Das minhas experiências boas e ruins ouvindo as músicas e compartilhando e vivendo momentos especiais "O Nosso Tempo é Hoje", foi o que mais me marcou até aqui. Vai que amanhã eu vá a uma balada e garre um amor imenso a Gaga Perry ou Katy Lady quando estiver bêbado dançando louca.
Na semana passada a polêmica girou em torno de um grupo que amarrou um jovem negro a um poste no Rio de Janeiro e o comentário da Rachel Sheherazade sobre a atitude. Juro que não sei o que pensar, que opinião formar. Está tudo tão errado nesse mundo. É tanto problema para resolver e tão pouco sendo feito.
De um lado não parece nada apropriado amarrar alguém pelado a um poste. De outro lado também não é uma coisa legal sofrer um assalto, ser vítima de violência, estupro, ter algo roubado, se ver diante de um revolver. É um horror pra falar a verdade. De todos os lados a barbárie.
Não dá pra simplesmente vocês todos pararem de se matar?
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
A Caçada
D'us sabe o quanto eu odeio lagartixas. Simplesmente não sou capaz de conviver com esses bichos.
É um medo pavor adquirido inconscientemente na infância por influências externas. Não tem como controlar.
Pois bem. Há duas semanas eu estava pronto para encarar um plantão. Acordei de madrugada e enquanto mijava uma lagartixa imensa sai de baixo do armário e volta.
Fiquei em pânico, mas precisava tomar banho então fiz um trato. Fica na sua que eu fico na minha. Tomei um banho gelado e rápido e fui me trocar na sala.
Ao voltar, porque afinal de contas eu precisava escovar os dentes, ela estava na parede, dentro do box do chuveiro. Não pensei duas vezes e taquei detefon no monstro.
Ela se enfiou atrás da prateleirinha onde ficam os shampoos. Foi meia lata de mata moscas ali.
Fechei o banheiro enevoado de detefon e fui terminar de pegar roupas no quarto para levar para a academia.
Quando cheguei de novo pra cozinha ela já estava ali. Debaixo da porta do banheiro. Ao me ver a filha da puta disparou e foi parar debaixo do armario da cozinha. Maldita. Mais detefon.
Batalha perdida. Saí de casa no meu horário. Tranquei a lagartixa na casa fechada sem ventilação nenhuma, sem umidade. Mas ela me acompanhou. Não saia dos meus pensamentos.
Chegar em casa e terminar de lidar com a questão me deixou tenso, me assustava com qualquer coisinha. Até com um borrachinha do box do banheiro da academia eu congelei.
Quando cheguei em casa, eu tinha certeza que ela estaria em um lugar bem visível para a gente continuar a nossa caçada.
E de propósito como se estivese a fim de me atormentar, lá estava ela no chão. Perto da porta. Me esperando. Inerte. Esbaforida. Fraca. Desidratada. Morta.
Tomei coragem para entrar em casa. Lidar com um cadaver seria mais fácil. Era só me livrar dos medinhos e dos nojinhos, pegar uma vassoura, uma pazinha e pronto. Só que a demonia não estava morta.
Quando a porta bateu atrás de mim, a lagartixa deu um pulo para frente no mesmo instante em que meu coração veio até a boca e voltou para o centro do peito.
Não pensei duas vezes. Agora você sai daqui. Peguei a vassoura e tentei tocar a fia para fora. Mas como a vida não pode ser simples e fácil ela foi para a sala. Atrás do sofá.
Nunca mais eu vi a bicha. Me desesperei. Tirei todos os sofás dos seus respectivos lugares a mesinha de centro foi para cima da minha cama. Sala virou uma zona de guerra.
Balancei as cortinas. Espirrei mais detefon por toda a extensão atras do sofá. Munido com uma vassoura eu nem sei como mas consegui até levantar o sofá maior e mais pesado. Nada da lagartixa que se camuflou em algum lugar.
Posterguei meus planos. Não li. Não comi. Não liguei a TV. Lagartixas são conhecidas por darem as caras em momentos de silêncio. Quando não se sentem ameaçadas.
Fiquei um tempo em silêncio então até que ela apareceu. No chão novamente. Do lado de uma mesinha de telefone ao sul do sofá.
Tentei acertá-la com a vassoura. Porque a essas alturas ela já estava aparentemente fraca. Tentei empurrá-la para fora. Mostrar que ela não era bem vinda quando ela deu uma cambalhota em 180º e saiu em disparada na direção oposta.
Daí quem se desesperou fui eu. Ela estava correndo em direção ao meu armário e à minha cama. Seria muito mais dificil tirá-la de casa se ela tivesse conseguido.
No meio do caminho invoquei forças divinas e entendi Davi. Pelo amor de Deus. Zap. Com um golpe de vassoura eu acertei meu nemesis. Seu rabo se separou de seu corpo. E ela presa tentava se soltar. Enquanto sua cauda pulava e tremelicava como se fosse um celular em vibracall eu apertei a vassoura contra ela e a arrastei para fora de casa.
Foi uma morte horrível. Ter sido arrastada por um algoz. A cabeça ficou ralada. Gosminhs marcaram o caminho da dor e do suplício da desgraçada.
Mas não era esse o fim que eu queria. Pra começo de conversa não era nem para ela ter invadido o banheiro. Não era nem pra ela chegar perto de mim.
Não que sirva de consolo, mas ao menos o funeral dela foi bonito. Não cheguei a enterrá-la porque era demais. Não gostava dela viva, não ia virar fã depois de ela ter morrido.
Arrastei ela até o cantinho do quintal onde ficam as sujeiras antes de irem para o lixo. Ainda tive que dar golpes de misericórdia para ela parar de agonizar. E ela foi coberta por poeiras e pétalas de rosas.
Só que o fantasma da lagartixa tem me perseguido. Desde aquele sábado que eu fico pensando na vida e na finitude, nas circunstancias e nas ocasiões, nas coincidências e no carma.
Eu realmente não queria que acabasse assim.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
O chato do rolê
Toda vez que eu tô pra começar a fazer academia ou estou deixando o sedentarismo de lado para enfim me dedicar a fazer exercícios físicos eu me deparo com histórias assim.
É impressionante. Esses personagens perdem 60 kg em um ano. Eu mal consigo perder 1 kg em um mês. E tudo começa com exercícios, tipo corrida, que é o que eu faço.
Só que não basta só correr. É preciso fechar a boca e cortar comidas gostosas, frituras e doces da dieta. Pelo menos nesse quesito eu consegui abandonar refrigerante e Mc Donald's já.
Só que esses feitos não aconteceram sem uma boa dose de radicalismo. É preciso ir a um bar e não beber. Não comer nenhum salgado aperitivo. Às vezes é preciso cortar amizades. Mudar de círculo social ou ser muito forte para resistir às tentações e aguentar algumas piadas.
Isso sem falar nas substituições, fruta no lugar de doce até é possível. Mas e a batalha contra o chocolate? Fruta nenhuma vai substituir essa maravilha. Em etapas anteriores de dieta e exercícios eu conseguia ficar sem chocolate por até duas semanas, numa espécie de desafio.
Olhando agora eu não sei como isso era possível. Não sei se estou pronto para isso. Tento me enganar que dá para comer de tudo com parcimônia. Mas qual é o limite? E como lidar com a fome? E eis a minha preocupação maior: como emagrecer sem perder a ternura? Como não ser o chato do rolê?
Comer, mais do que uma necessidade, é um gosto, um hábito social. Você está de dieta ou tentando entrar numa reeducação alimentar. Tentando se acostumar com o queijo branco no lugar do queijo prato e aí alguém na firma faz aniversário e rola um bolo. Só você vai fazer o mal educado e não comer nem um pedacinho?
E vó então. Elas são programadas para nos fazer comer. Sempre oferecendo comidas e sobremesas infinitas. E não dá para fazer desfeita. Até porque é feio. E elas ficam chateadas.
Há prazeres inenarráveis que só a gastronomia pode proporcionar. Seja ela alta ou baixa. Comer faz bem, alegra. Além disso, dividir esses momentos com pessoas queridas torna tudo mais gostoso.
Emagrecer ou manter um peso ideal e uma vida saudável é uma luta diária, constante e muitas vezes inglória. Principalmente quando a gente começa isso tarde. Vejo todos esses meninos gatos e definidinhos no instagram e só consigo ver que eles começaram antes de mim. Eles têm a vantagem então podem comer um hamburguer do Fifties ou pizza sem culpa na consciência.
Então a gente tenta não entrar numa briga contra a balança e não ficar noiado contando calorias ao final de cada sessão de corrida ou depois de uma comida incrivelmente gordurenta. E a gente enfrenta a esteira numa luta louca pra correr atrás do nosso próprio atraso.
O bom é que quando o exercício acaba tá tudo lindo. A endorfina vem. Mas isso demora e vamos ser sinceros: por mais que correr seja muito legal, esteira muitas vezes é um pé nas bolas. O tempo parece que não passa. O bom é que depois de uns três meses já dá pra notar um ligeiro emagrecimento. E três meses nem demoram tanto tempo assim, vai.
É impressionante. Esses personagens perdem 60 kg em um ano. Eu mal consigo perder 1 kg em um mês. E tudo começa com exercícios, tipo corrida, que é o que eu faço.
Só que não basta só correr. É preciso fechar a boca e cortar comidas gostosas, frituras e doces da dieta. Pelo menos nesse quesito eu consegui abandonar refrigerante e Mc Donald's já.
Só que esses feitos não aconteceram sem uma boa dose de radicalismo. É preciso ir a um bar e não beber. Não comer nenhum salgado aperitivo. Às vezes é preciso cortar amizades. Mudar de círculo social ou ser muito forte para resistir às tentações e aguentar algumas piadas.
Isso sem falar nas substituições, fruta no lugar de doce até é possível. Mas e a batalha contra o chocolate? Fruta nenhuma vai substituir essa maravilha. Em etapas anteriores de dieta e exercícios eu conseguia ficar sem chocolate por até duas semanas, numa espécie de desafio.
Olhando agora eu não sei como isso era possível. Não sei se estou pronto para isso. Tento me enganar que dá para comer de tudo com parcimônia. Mas qual é o limite? E como lidar com a fome? E eis a minha preocupação maior: como emagrecer sem perder a ternura? Como não ser o chato do rolê?
Comer, mais do que uma necessidade, é um gosto, um hábito social. Você está de dieta ou tentando entrar numa reeducação alimentar. Tentando se acostumar com o queijo branco no lugar do queijo prato e aí alguém na firma faz aniversário e rola um bolo. Só você vai fazer o mal educado e não comer nem um pedacinho?
E vó então. Elas são programadas para nos fazer comer. Sempre oferecendo comidas e sobremesas infinitas. E não dá para fazer desfeita. Até porque é feio. E elas ficam chateadas.
Há prazeres inenarráveis que só a gastronomia pode proporcionar. Seja ela alta ou baixa. Comer faz bem, alegra. Além disso, dividir esses momentos com pessoas queridas torna tudo mais gostoso.
Emagrecer ou manter um peso ideal e uma vida saudável é uma luta diária, constante e muitas vezes inglória. Principalmente quando a gente começa isso tarde. Vejo todos esses meninos gatos e definidinhos no instagram e só consigo ver que eles começaram antes de mim. Eles têm a vantagem então podem comer um hamburguer do Fifties ou pizza sem culpa na consciência.
Então a gente tenta não entrar numa briga contra a balança e não ficar noiado contando calorias ao final de cada sessão de corrida ou depois de uma comida incrivelmente gordurenta. E a gente enfrenta a esteira numa luta louca pra correr atrás do nosso próprio atraso.
O bom é que quando o exercício acaba tá tudo lindo. A endorfina vem. Mas isso demora e vamos ser sinceros: por mais que correr seja muito legal, esteira muitas vezes é um pé nas bolas. O tempo parece que não passa. O bom é que depois de uns três meses já dá pra notar um ligeiro emagrecimento. E três meses nem demoram tanto tempo assim, vai.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Dias de treinamentos
Nesses últimos tempos eu tenho me dado cada vez mais conta de que pra gente ser bom em alguma coisa a gente precisa praticar. Só falamos bem inglês se a gente falar. Só seremos bons motoristas se dirigirmos. E assim sucessivamente.
Diante deste panorama eu chego à conclusão de que se teve uma coisa em que eu acertei na vida foi ter comprado um patins. E ter começado a fazer as aulas na Roller Jam. Porque se tem alguma coisa que eu estou de fato empolgado pra fazer é patinar.
Eu preciso fazer mais aulas de direção. Preciso juntar dinheiro para fazer uma viagem internacional e estudar inglês lá fora, desenferrujar o inglês adormecido. Mas cadê a verba para focar nessas coisas? Está aí o grande dilema.
Aprender a lidar com o pouco tempo disponível para aprimorar nossas habilidades em meio a quantidade absurda de obrigações que temos que cumprir. Porque hoje há uma demanda social que exige que você seja bom em tudo.
É preciso ser cool, inteligente, ter um emprego bom e que você ganhe bem para pagar preços exorbitantes num aluguel ou na prestação de um apartamento. Isso tudo curtindo a vida, aproveitando o final de semana com amigos, em baladas e postando tudo nas redes sociais.
Eu tô cada vez mais me desobrigando disso. Quanto menos tempo eu passo em redes sociais mais controle eu tenho sobre a minha vida. Percebi que dá pra fazer tudo, mas sempre aos poucos, seguindo um ritmo, um ciclo, um passo por vez.
Sábado passado o Sesc Consolação realizou uma patinada no minhocão para comemorar o aniversário de São Paulo. Com o sol rachando lá pelas 10h, poucos se aventuraram a encarar o curto percurso de 4 km ( 2 para ir e 2 para voltar).
Teve também uma oficina numas rampas portáteis. Depois de eu tomar alguns tombos, os instrutores me ajudaram a subir e descer dos obstáculos. Lá um dos rapazes me disse que eu não precisava de aulas.
Mas se eu não tivesse fazendo aulas eu não ia descobrir sozinho como patinar de costas ou treinar pulos e chegar a passos, manobras e movimentos mais complexos. Sei que vai demorar um pouco até eu patinar bem.
O difícil é lidar com a ansiedade e o pouco parecer uma eternidade. Para isso, por enquanto eu vou tentar aproveitar esses dias de treinamentos, curtindo a viagem para depois curtir o destino.
Diante deste panorama eu chego à conclusão de que se teve uma coisa em que eu acertei na vida foi ter comprado um patins. E ter começado a fazer as aulas na Roller Jam. Porque se tem alguma coisa que eu estou de fato empolgado pra fazer é patinar.
Eu preciso fazer mais aulas de direção. Preciso juntar dinheiro para fazer uma viagem internacional e estudar inglês lá fora, desenferrujar o inglês adormecido. Mas cadê a verba para focar nessas coisas? Está aí o grande dilema.
Aprender a lidar com o pouco tempo disponível para aprimorar nossas habilidades em meio a quantidade absurda de obrigações que temos que cumprir. Porque hoje há uma demanda social que exige que você seja bom em tudo.
É preciso ser cool, inteligente, ter um emprego bom e que você ganhe bem para pagar preços exorbitantes num aluguel ou na prestação de um apartamento. Isso tudo curtindo a vida, aproveitando o final de semana com amigos, em baladas e postando tudo nas redes sociais.
Eu tô cada vez mais me desobrigando disso. Quanto menos tempo eu passo em redes sociais mais controle eu tenho sobre a minha vida. Percebi que dá pra fazer tudo, mas sempre aos poucos, seguindo um ritmo, um ciclo, um passo por vez.
Sábado passado o Sesc Consolação realizou uma patinada no minhocão para comemorar o aniversário de São Paulo. Com o sol rachando lá pelas 10h, poucos se aventuraram a encarar o curto percurso de 4 km ( 2 para ir e 2 para voltar).
Teve também uma oficina numas rampas portáteis. Depois de eu tomar alguns tombos, os instrutores me ajudaram a subir e descer dos obstáculos. Lá um dos rapazes me disse que eu não precisava de aulas.
Mas se eu não tivesse fazendo aulas eu não ia descobrir sozinho como patinar de costas ou treinar pulos e chegar a passos, manobras e movimentos mais complexos. Sei que vai demorar um pouco até eu patinar bem.
O difícil é lidar com a ansiedade e o pouco parecer uma eternidade. Para isso, por enquanto eu vou tentar aproveitar esses dias de treinamentos, curtindo a viagem para depois curtir o destino.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Ensaio sobre o futuro
Tentei milhares de vezes. Iniciei muitos esboços. Procurei desenvolver cada uma das ideias que me passaram pela cabeça essa semana. De Big Brother a cotas raciais. Da falta de educação e da exasperação. Da ansiedade que nos faz sofrer. Tudo isso para fazer um post especial.
Diversos assunto surgiram e foram descartados. Está uma semana corrida. Muitas coisas pra fazer. Tive que bater o texto às pressas. Então o tema de hoje vai ser o nada. O grande nada. A maior e mais absoluta verdade que nos rodeia e nos cerca e invisível taí louca para ser descoberta, vista, escancarada, anunciada.
A verdade é que nada importa. E que nada, apenas nada, faz sentido. O tédio faz a gente tentar preencher o tempo com os nossos afazeres. E eles são na grande maioria tão inúteis, sem propósitos, que às vezes é difícil olhar adiante, ter perspectiva. Tudo é um eterno retorno. Tudo se repete. Dia após dia. Ano após ano.
Com leves diferenças. E é por isso que eu estou aqui. Para lidarmos com o tédio. Este vazio. Este eterno marasmo que é cumprir com as obrigações, pensando e esperando esses momentos bons que cada vez mais parecem acontecer apenas aos finais de semana. E isso quando a gente não tá trabalhando, pra dizer bem a verdade.
A ideia é preencher o tédio. Ser um último recurso. Aquela olhadinha naquele último site que a gente acessa para passar o embuste da vida. Quando todas aquelas chamadas já não dizem nada. E os textos que estão por trás daqueles links dizem menos ainda. É prender atenção, fazer você voltar. Uma vez por semana. Sempre às quintas. É o que tem. É o que terá
Porque eu ando sem caber em mim. E tenho lido boas coisas ultimamente. Sempre às segundas, que é o melhor dia da semana, em geral. Selecionei um time de colunistas queridos e neles eu sigo. Acolhido. Bem. Inspirado. Me sentindo um amigo íntimo.
Vanessa Barbara, Daniel Galera, Denise Fraga, Renato Essenfelder, Michel Laub, Daniel Pelizzari, Mirian Goldenberg, Antonio Prata, Mauricio Stycer, Tati Bernardi, Gregorio Duvivier, Leão Serva, Luli Radfahrer, Ronaldo Lemos, Raquel Rolnik e Ricardo Melo.
Uma seleção de textos bons sobre amor, política, artes, video-game, cinema, urbanismo, tecnologia, música. E eu queria retribuir. Escrever mais. Me expor menos. A intenção é ensaiar, arrumar uma gaveta. Agendar artigos, posts, crônicas. Brincar de colunista e me preparar para a vida que me aguarda em algum ponto do futuro.
Estou ensaiando pra isso. Testando linguagens, procurando narrativas. Tentando. Vamos ver o que sai daí.
Diversos assunto surgiram e foram descartados. Está uma semana corrida. Muitas coisas pra fazer. Tive que bater o texto às pressas. Então o tema de hoje vai ser o nada. O grande nada. A maior e mais absoluta verdade que nos rodeia e nos cerca e invisível taí louca para ser descoberta, vista, escancarada, anunciada.
A verdade é que nada importa. E que nada, apenas nada, faz sentido. O tédio faz a gente tentar preencher o tempo com os nossos afazeres. E eles são na grande maioria tão inúteis, sem propósitos, que às vezes é difícil olhar adiante, ter perspectiva. Tudo é um eterno retorno. Tudo se repete. Dia após dia. Ano após ano.
Com leves diferenças. E é por isso que eu estou aqui. Para lidarmos com o tédio. Este vazio. Este eterno marasmo que é cumprir com as obrigações, pensando e esperando esses momentos bons que cada vez mais parecem acontecer apenas aos finais de semana. E isso quando a gente não tá trabalhando, pra dizer bem a verdade.
A ideia é preencher o tédio. Ser um último recurso. Aquela olhadinha naquele último site que a gente acessa para passar o embuste da vida. Quando todas aquelas chamadas já não dizem nada. E os textos que estão por trás daqueles links dizem menos ainda. É prender atenção, fazer você voltar. Uma vez por semana. Sempre às quintas. É o que tem. É o que terá
Porque eu ando sem caber em mim. E tenho lido boas coisas ultimamente. Sempre às segundas, que é o melhor dia da semana, em geral. Selecionei um time de colunistas queridos e neles eu sigo. Acolhido. Bem. Inspirado. Me sentindo um amigo íntimo.
Vanessa Barbara, Daniel Galera, Denise Fraga, Renato Essenfelder, Michel Laub, Daniel Pelizzari, Mirian Goldenberg, Antonio Prata, Mauricio Stycer, Tati Bernardi, Gregorio Duvivier, Leão Serva, Luli Radfahrer, Ronaldo Lemos, Raquel Rolnik e Ricardo Melo.
Uma seleção de textos bons sobre amor, política, artes, video-game, cinema, urbanismo, tecnologia, música. E eu queria retribuir. Escrever mais. Me expor menos. A intenção é ensaiar, arrumar uma gaveta. Agendar artigos, posts, crônicas. Brincar de colunista e me preparar para a vida que me aguarda em algum ponto do futuro.
Estou ensaiando pra isso. Testando linguagens, procurando narrativas. Tentando. Vamos ver o que sai daí.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Sobrevivendo ao horror
Não consegui assistir ao Globo de Ouro. No final das contas eu não tenho
muita paciência pra eventos assim. Ainda se eu estivesse lá, vá lá.
Pedi encarecidamente pra Raíra se eu podia fazer outra coisa.
Fui jogar video-game. A escolha do jogo não foi aleatória. Há dias que "Resident Evil: Code Veronica X" baixado há tempos está martelando na minha cabeça. Joguei muito pouco ele na vida.
Primeiro que ele saiu originalmente para DreamCast --quem por deus teve esse video-game?. Eu demorei para ter Playstation 2. Quando comprei o console, truques de Gameshark já não eram possíveis.
Este Resident não é lá muito fácil. Sem armas e vida infinita então, nem se fale. Ele exige paciência e dedicação. Daí que estava lá. Incomodando. Iniciado. Na lista de jogos comprados e não aproveitados. Parado em uma parte um pouco adiante do começo e intocado desde então.
A história aqui se passa pouco depois de "Resident Evil 3" trazendo como protagonistas Claire e Chris Redfield. Na trama, Claire invade uma base europeia da Umbrella em busca de seu irmão Chris, que está sumido desde os acontecimentos do primeiro Resident Evil.
É um game essencial para os fãs da franquia. É o último que traz todos os elementos do survival horror e que conserva toda a atmosfera sombria que consagrou a série. Zumbis, sustos e uma trilha sonora absurdamente assustadora. Sem falar na vagareza. É um jogo para sentir, respirar, parar, pensar e se envolver.
Muito mais emocionante do que "Resident Evil 6", por exemplo, em que você não para de correr e atirar e meio que só isso. Até as coisas acalmarem um pouco e você novamente correr e atirar de novo. Por horas a fio.
A dificuldade aqui também é grande. De modo geral ele me parece maior que seus antecessores. Eu terminei ele uma vez, ainda no Playstation 2. A vida é muito curta pra ficar morrendo dezenas de vezes na mesma área de um jogo.
É um jogo triste também. Em sua trajetória, Claire se depara com Steve, um rapaz que é filho de um cara que trabalhou pra Umbrella e virou zumbi. Se bem me lembro ele morre em algum momento bem antes do final do jogo. O que acaba sendo uma pena, já que eles formam um bom par romântico.
Além disso, há algo interessante que é reintroduzido aqui. Wesker volta como um dos vilões. E já apresenta a superforça e a agilidade desenvolvida pelos vírus e que ganha muito mais visibilidade e até importância no quinto game da série, com toda aquela coisa do HD, das texturas proporcionadas pelo sistema de gráficos e potência do Playstation 3.
Evidentemente o tanto que eu joguei, até um horário decente pra poder dormir, não foi suficiente para nem de perto terminar o jogo ou pelo menos de chegar à base na Antártida. Fica pra uma próxima. Agora que o jogo ganhou uma nova importância nessa vida.
Até porque este Resident Evil vem também com um gosto a mais de nostalgia. Da época pré-internet em que era impossível terminar qualquer jogo sem a ajuda de revistas especializadas. Sim. Noob que sou, fico com uma revista do lado. Uma raridade. Poder degustar assim alguma coisa.
Fui jogar video-game. A escolha do jogo não foi aleatória. Há dias que "Resident Evil: Code Veronica X" baixado há tempos está martelando na minha cabeça. Joguei muito pouco ele na vida.
Primeiro que ele saiu originalmente para DreamCast --quem por deus teve esse video-game?. Eu demorei para ter Playstation 2. Quando comprei o console, truques de Gameshark já não eram possíveis.
Este Resident não é lá muito fácil. Sem armas e vida infinita então, nem se fale. Ele exige paciência e dedicação. Daí que estava lá. Incomodando. Iniciado. Na lista de jogos comprados e não aproveitados. Parado em uma parte um pouco adiante do começo e intocado desde então.
A história aqui se passa pouco depois de "Resident Evil 3" trazendo como protagonistas Claire e Chris Redfield. Na trama, Claire invade uma base europeia da Umbrella em busca de seu irmão Chris, que está sumido desde os acontecimentos do primeiro Resident Evil.
É um game essencial para os fãs da franquia. É o último que traz todos os elementos do survival horror e que conserva toda a atmosfera sombria que consagrou a série. Zumbis, sustos e uma trilha sonora absurdamente assustadora. Sem falar na vagareza. É um jogo para sentir, respirar, parar, pensar e se envolver.
Muito mais emocionante do que "Resident Evil 6", por exemplo, em que você não para de correr e atirar e meio que só isso. Até as coisas acalmarem um pouco e você novamente correr e atirar de novo. Por horas a fio.
A dificuldade aqui também é grande. De modo geral ele me parece maior que seus antecessores. Eu terminei ele uma vez, ainda no Playstation 2. A vida é muito curta pra ficar morrendo dezenas de vezes na mesma área de um jogo.
É um jogo triste também. Em sua trajetória, Claire se depara com Steve, um rapaz que é filho de um cara que trabalhou pra Umbrella e virou zumbi. Se bem me lembro ele morre em algum momento bem antes do final do jogo. O que acaba sendo uma pena, já que eles formam um bom par romântico.
Além disso, há algo interessante que é reintroduzido aqui. Wesker volta como um dos vilões. E já apresenta a superforça e a agilidade desenvolvida pelos vírus e que ganha muito mais visibilidade e até importância no quinto game da série, com toda aquela coisa do HD, das texturas proporcionadas pelo sistema de gráficos e potência do Playstation 3.
Evidentemente o tanto que eu joguei, até um horário decente pra poder dormir, não foi suficiente para nem de perto terminar o jogo ou pelo menos de chegar à base na Antártida. Fica pra uma próxima. Agora que o jogo ganhou uma nova importância nessa vida.
Até porque este Resident Evil vem também com um gosto a mais de nostalgia. Da época pré-internet em que era impossível terminar qualquer jogo sem a ajuda de revistas especializadas. Sim. Noob que sou, fico com uma revista do lado. Uma raridade. Poder degustar assim alguma coisa.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
De mudança
Tantos dias sem entrar aqui que até a senha do Google eu esqueci. Dessa vez eu tive Ano Novo. Pude fazer meu ritual de entrar no mar no dia 31 e parar pra pensar no passado, no presente e no futuro. Uma pausa necessária e mais do que merecida pra poder ajustar os ponteiros, afinar o olhar pro que realmente importa.
Minhas resoluções e planos últimos foram traçados em outubro, nas férias, e até agora aos trancos e barrancos a gente está tentando se manter firme. Não está fácil. Mas está valendo a pena. É o que importa. Nada de grandes tratados para a vida nesta virada.
Esse ano tive que lidar com coisas ruins que marcaram. De perder o vô a ter o iPhone roubado, perder o exame da moto. Errei bastante, refiz muita coisa, aprendi. Novos programas de computador, novas coisas no Photoshop, a lidar com as pessoas.
No momento eu tô cheio de novas ideias e vontades. Sair de vez dessas redes sociais e viver a vida lá fora. Assistir mais filmes, ver mais novelas, ler mais livros e jornais. Escrever mais. Eu tô com novos projetos. Parecendo celebridade. Procurando o equilíbrio pra poder tocar tudo. Torcendo pra que vingue.
Isto era pra ser uma retrospectiva. Nem tá sendo muito. Janeiro não combina com olhar para trás. Melhor seguir em frente. Eu me sinto de mudança. Como se estivesse cercado de caixas e em cada uma delas tivesse uma escolha, um foco, as cenas do próximo capítulo.
Só não sei qual desses pacotes eu abro primeiro. Casar ou comprar uma bicicleta, fazer mais aulas de patins ou pular pro slackline, aulas de direção ou pular de para-quedas? Eu tô com uma fome de mundo, desejando não ser atropelado pela rotina e pelo ritmo do ano que tudo indica até agora que vai ser puxado.
A ordem, no entanto, é economizar. Aliás, preciso mudar. Queria ganhar o suficiente pra poder pagar um aluguel ou dar entrada no meu próprio teto. Ano novo e algumas questões continuam as mesmas. Tem coisa que muda bem pouco.
Minhas resoluções e planos últimos foram traçados em outubro, nas férias, e até agora aos trancos e barrancos a gente está tentando se manter firme. Não está fácil. Mas está valendo a pena. É o que importa. Nada de grandes tratados para a vida nesta virada.
Esse ano tive que lidar com coisas ruins que marcaram. De perder o vô a ter o iPhone roubado, perder o exame da moto. Errei bastante, refiz muita coisa, aprendi. Novos programas de computador, novas coisas no Photoshop, a lidar com as pessoas.
No momento eu tô cheio de novas ideias e vontades. Sair de vez dessas redes sociais e viver a vida lá fora. Assistir mais filmes, ver mais novelas, ler mais livros e jornais. Escrever mais. Eu tô com novos projetos. Parecendo celebridade. Procurando o equilíbrio pra poder tocar tudo. Torcendo pra que vingue.
Isto era pra ser uma retrospectiva. Nem tá sendo muito. Janeiro não combina com olhar para trás. Melhor seguir em frente. Eu me sinto de mudança. Como se estivesse cercado de caixas e em cada uma delas tivesse uma escolha, um foco, as cenas do próximo capítulo.
Só não sei qual desses pacotes eu abro primeiro. Casar ou comprar uma bicicleta, fazer mais aulas de patins ou pular pro slackline, aulas de direção ou pular de para-quedas? Eu tô com uma fome de mundo, desejando não ser atropelado pela rotina e pelo ritmo do ano que tudo indica até agora que vai ser puxado.
A ordem, no entanto, é economizar. Aliás, preciso mudar. Queria ganhar o suficiente pra poder pagar um aluguel ou dar entrada no meu próprio teto. Ano novo e algumas questões continuam as mesmas. Tem coisa que muda bem pouco.
domingo, 17 de novembro de 2013
Boa perspectiva
Eu estava até sonhando. Não me perguntem o quê. Não importa. Não é relevante. O fato é que não foi só um cochilo. Eu consegui deitar e dormir e acordei assustado as dez para as cinco da manhã com o barulho do despertador, que continua sendo Hold it Against Me, porque é importante acordar na pegada do agito.
Então a Britney quebrou aquele ritmo da sonolência. Tomei café, tomei banho, coloquei uma blusa, preparei uma marmita de frutas, peguei o livro "Um Dia" e vim enfrentar este plantão neste clima frio. Chegando aqui recebi um e-mail da Saraiva dizendo que o final de semana está terminando.
É uma boa perspectiva e olha que mal acabou de amanhecer.
Então a Britney quebrou aquele ritmo da sonolência. Tomei café, tomei banho, coloquei uma blusa, preparei uma marmita de frutas, peguei o livro "Um Dia" e vim enfrentar este plantão neste clima frio. Chegando aqui recebi um e-mail da Saraiva dizendo que o final de semana está terminando.
É uma boa perspectiva e olha que mal acabou de amanhecer.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Que venham as próximas
Não fiz tudo que queria. Por incrível que possa parecer faltou tempo, teve o curso. Não comi em todos os lugares incríveis que eu tinha planejado. Não vi todo mundo que eu gostaria de ter visto, mas puta que pariu. Como eu cresci nestas férias.
Assisti a mais filmes nos últimos 30 dias do que talvez no ano inteiro (mentira). Fui a mais peças de teatro (três, mas é um recorde). Tivemos que lidar com imprevistos, com problemas técnicos, com o mau tempo, com o pouco tempo. Mas eu curti cada coisinha que eu fiz. Até mesmo passar um dia inteiro no sofá vendo a Globo.
Eu li gibis. Li um livro só agora nestes últimos dias. Li jornais e revistas. Pude ver vários filmes do Mix, entre curtas e longas. E neste ano rolou até show do Gongo. E volta a vontade de fazer um filme pro ano que vem.
Pude parar. Vislumbrar o futuro. Olhar o horizonte. Tive uma perspectiva de que sim, dá pra ter uma vida social. Aprendi a dar valor. Vi como eu gosto do meu ritmo de trabalho. Não que eu não soubesse. Mas frustração demais com cotidiano demais às vezes cega. Faz a gente se esquecer das coisas.
Aprendi a ser grato. Por não precisar acordar com o despertador, por não ter que pegar o metrô lotado logo cedo every single fucking day. Aprendi que dá pra planejar o dia. E fazer render. Vi, sobretudo, que dá pra desacelerar. Que não é preciso se cobrar tanto. E a desencanar de querer ver todas as séries, filmes e programas do mundo. Que dá pra dar mais risada disso tudo.
As próximas férias devem demorar muito pra chegar. Que elas cheguem, é o que importa. Até lá a gente vai vivendo. Um dia de cada vez. E pacientemente tentar fazer o melhor que der sem muito sofrimento.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
A hora mais feliz
Eu vou dormir pensando nisso e acordo pensando nisso. Onde eu vou almoçar no dia de hoje. Dedico horas a esse pensamento, destrincho os fatos, disseco a questão da champanhe.
Fazer o curso na Paulista, nos arredores da rua Marília me evoca uma época feliz da vida. Uma época em que eu era feliz e sabia. Era o tempo quando o escritório d'A Capa/Disponível ficava ali naquela ruinha que liga a Jaú à Santos.
As horas do almoço costumavam serem boas. Hoje além de boas elas vem com um gostinho bom de saudade, mas não no sentido negativo da saudade, daquela que faz doer e lamentar. É a saudade de um tempo bom porque a vida também fluiu e mudou e outras coisas vieram pra nos fazer feliz, de outras formas.
Na semana passada eu comi em todos os lugares onde costumava almoçar nos idos de 2008 e 2009. Fui no Dinheirinho, que é o restaurante Jardim Paulista, ali na alameda Campinas, quase na esquina da Jaú. É o restaurante amarelinho fofo. Que na nossa época dava um vale desconto pra usar lá, o tal do dinheirinho.
Fui no Gardens, um self service que também tem pratos feitos ali em frente à praça Alexandre de Gusmão. É o melhor lugar pra comer feijoada, às quartas, porque eles tem uma maionese incrível que muito combina com a feijuca, além dos pasteizinhos e dos bifes à milanesa.
Tem também o Alegrill, mais pra baixo ali na Pamplona. Onde tem um strogonoff delicia de camarão. A única chateação é que o Galeto com Sabor que era O lugar pra comer às quintas com um buffet de massas incrível está reformando.
Mad agora tem algumas novidades nos arredores. Abriu um Burger King na Santos. Eu não tava nem sabendo disso. E do lado tem um mexicano que parece muito bom também. Talvez eu até vá lá essa semana.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Padrões de manipulação na grande imprensa
Tem um livrinho com esse nome. Do Perseu Abramo talvez. Mas não é dele que eu quero falar.
É que passei parte da semana passada no sofá, vendo a Globo. E fugi sempre que deu, juro. Há muito tempo que eu não via os jornais que passam no canal na hora do almoço assim, de assistir e prestar atenção.
E por coincidência foi semana passada que o vídeo da menina que no ano que vem quer estar na praia vendendo a arte dela com as coisas que a natureza dá pra gente viralizou.
E o que tem uma coisa a ver com a outra? Tem a ver que essa reportagem foi exibida bem antes da semana passada, mas mostra um pouquinho como o jornalismo vive de clichês, como o jornalismo tá meio mal das pernas e como o pouco tempo pra fazer matérias acaba comprometendo a qualidade final de um trabalho.
Primeiro. Dificuldade dos jovens escolherem o que vão prestar no vestibular. Quer pauta mais boring? Dai entrevistam a menina que quer fazer "administração", mas tá lá brisada e bolando um beck no quadro seguinte.
Outro personagem incrível da matéria é o rapaz que vai fazer administração pra tomar conta do comércio da família. Mano, nem é que o cara aparece na frente do mercadinho ou de um jeito meio coxa que se espera de um estudante de adm. Nas cenas do cara ele tá brindando com um amigo, tomando uma heinecken tipo umas 14h da tarde.
Tem um personagem bom pra matéria, que é o japa que quer fazer medicina, mas quando ele dá as aspas dele você tá se mijando pelo fato de a Globo ter mostrado a menina bolando um baseado hahahaha.
Em todo caso e fora isso. Tanto nas reportagens gravadas, como nos fala povo ao vivo fora fo estúdio, o que eu percebi é como os repórteres conduzem a matéria para o que eles querem.
Nem é maldade, é mais pelo exercício da profissão. O modo de fazer uma pergunta e conseguir do entrevistado uma resposta que afirma o que ele perguntou. Do tipo - "Hoje está um belo dia, não?" - "Sim, hoje o dia está muito bonito".
Isso ou ter jogo de cintura pra corrigir uma aspas ruim. Às vezes o entrevistado cala, responde com monossilábicos sim, não, obrigado ou balançam a cabeça. E aí fica difícil encerrar a matéria ou fechar o texto.
E isso é coisa que você acaba nem percebendo muito quando você é leigo ou não está muito inteirado. Porque não é só ter visão crítica. É treinar o olhar pra ver detalhes, truques de edição que você não capta se não tem um pouco de conhecimento técnico sobre o assunto.
Até porque em TV é uma matéria seguida da outra, o âncora no estúdio, a menina do tempo. A atenção vem, vai. A TV tá lá quase como uma extensão da casa, um outro membro da família.
Temas complexos como a crise na Síria explicada em coisa de um minuto e meio. Vai ler uma nota num jornal impresso ou na internet pra ver se entender de verdade aquilo não toma mais tempo, enfim.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Mostra pra mim, vai
Eu até que tava beeeem querendo ver alguma coisa da Mostra esse ano. Mas daí ela começou e eu fui viajar e agora que voltei e ela tá acabando todos os filmes se esgostam.
Ontem eu fui ver a Diana, mas se não tivesse ido eu ia me jogar em alguma sessão ali pelos arredores da Paulista depois do curso.
Mas hoje eu tô tão cansadinho. E olha que acabei de levantar. Sono acumulado. Porque se teve uma coisa boa que eu aprendi esses dias de férias é que um cochilo no meio da tarde é um luxo que pouquissimos têm acesso.
E já que eu tô fazendo a aula e coisa e tal nada de sonecas vespertinas até semana que vem. Hoje então nada de Mostra. Só quero arrumar um jeito de fugir do metrô lotado, chegar logo em casa e dormir.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
SPTrans selvagem.
Eu ia pra Paulista de Ônibus. Direto. Sem passar pelo drama de um metrô lotado. Isso se o Terminal Pinheiros não tivesse sido extinguido nessa reformulação aleatória de linhas feita pela SPTrans no último sábado.
E agora, cá estou eu, no metrô. A Penha está simplesmente abarrotada. O metrô chega cheio na estação. A Marginal perto de casa já está parada. A Radial não deve estar muito diferente. E querem cobrar 200 mil um apê na Zona Leste.
Torcendo pra essa composição fazer um bate e volta e eu ir sentado pelo menos até a Sé. Dormi pouco essa noite, ansioso pelo curso e com medo de perder o horário. Pelo menos temos o lado bom de ainda estarmos de férias.
domingo, 27 de outubro de 2013
Já tive passagens por Caraguá mais animadas. Mas nem por isso essa semana deixou de ser uma delicinha.
Faltou sol, faltou praia, faltou sexo e faltou wi fi. Não que eu passaria o tempo no twitter e no facebook, mas pelo menos dava pra ver algumas coisas no Netflix.
Descobrimos que a TV (Philips) não lê legendas externas, o que é ruim, além de o áudio perder a sincronia com o som dos vídeos. Talvez eu devesse ter trazido o PSP. Adultos se divertem de um jeito estranho.
Ontem o pai desceu. Vai passar a semana aqui. Todo um debate sobre enem, mascarados, protestos, black blocs, Felix, Bolsonaro, Nico, Amor à Vida. Amar e amar e amar.
Enfrento neste momento um trânsito chato na estrada. Um saco. Pra vir foi tão suave. Lado bom de hoje não ter feito sol é que eu volto pra São Paulo no meio da tarde.
Geralmente, se não vou embora de noite eu vou de manhã. E deixar a praia quando está amanhecendo é uma tristeza sem fim, como se eu estivesse deixando pra trás um dia incrível, cheio de possibilidades e céu e sol e mar pra ficar com um dia triste e cinza cheio de poluição e tortura que é viver em São Paulo.
Dessa vez está menos dolorido. Amanhã eu começo o curso de Adobe Premiere na Impacta. Pelo menos hoje o tempo está feio. Pra trás hoje fica só a vidinha. Pela frente talvez não.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
O tempo que ainda temos
Na quarta eu pedalei aproveitando o final do dia. Fui até a Martin de Sá. Depois fiquei na praia pensando na vida. Pensando no futuro. Definindo metas, acertando próximos passos de coisas pra fazer na vida.
Fazendo cálculos, projetando o futuro, basicamente. Foi sussa. Longe da pressão da vida cotidiana de trabalho, sem ter que ir pra firma. É incrível como caminhar clareia a mente. A partir de agora é esperar cada momentinho pra agir.
Ontem deu praia. E no que seria meu horario de ir pra Folha eu tava era indo pra Prainha. Consegui dar um mergulho. Tomar o tão esperado banho do descarrego.
Há um certo tédio de estar na praia com o tempo ruim e sem internet, sem minhas séries, sem meus filmes, por isso com sol rolou de passear, andar de bicicleta, me apaixonar, assistir uma peça de teatro de rua e ainda caçar, sem sucesso.
Hoje o dia está chuvoso. Rádio está ligado ao invés da TV Globo. Nothing to do. É uma boa perspectiva. Podia passar um filme bom na Sessão da Tarde. Quase gastei a cota de 3G do mês nessa semana. Tem um Aliás de julho pra terminar de destrinchar. E mais alguns cadernos de jornais aqui que voltarão para São Paulo.
No mais esses dias bons estão chegando ao fim. Então temos que aproveitar o tempo que ainda temos.
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