sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sabático

Tem coisa bom acontecendo pra mudar a vida e tem coisa ruim acontecendo pra mudar a vida. No fim pode ser que um dia isso mude, e as coisas virem e o que é bom se torne ruim e o que é ruim vire bom.

Por agora, preciso passar meu período sabático.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Eu estava menos interessado em postar esses dias do que qualquer outra coisa nesta vida. Por isso deixei aqui meio abandonado. Sabe aquele negócio da crise de over informação? Aparentemente passou, se bem que outro dia me peguei um tanto traumatizado.

Não consegui ler a Caros Amigos do Marcelo. É! Peguei trauma de qualquer texto que se apresente como mais inteligente do que eu. Ainda mais quando a intenção é fazer lavagem cerebral. A verdade é tão relativa e tão abstrata que né, vamos para o próximo assunto que é

A lista de livros da fuvest 2010

Saiu semana passada, ou na outra, a lista de livros pra fuvest desse ano e a do próximo. O que me leva a muitas indagações. Como esses senhores e senhoras da comissão vestibular podem continuar investindo na mesma lista de livros há anos? E aí depois reclamam que o Brasil não é um país de leitores.

Vamos falar sério. Meu primo, o mais novo que está fumando maconha, está bem na idade de se alistar - outra coisa capenga, atrasada neste país atrasado - e prestar vestibular. Coisa que não vai fazer porque investirá o seu tempo em cursos técnicos e formação em tecnólogo.

Enfim, como ele, que gostou de Brida - foi o último livro que ele leu antes do Natal - vai pegar o gosto e o hábito pela leitura se for obrigado aos 17 anos a ler José de Alencar? Aliás, é de uma crueldade tão grande que chega a ser um disparate e um atentado contra os direitos humanos básicos obrigar um ser humano a ler Iracema.

Esse cara deve ter vendido a alma pro diabo a um puta preço pra continuar na lista dos vestibulares. E Machado, hein? Tá aí uma coisa foda. Tá, Machado é bom, mas não quando se está na puberdade, na época do twitter, facebook, myspace, fotolog, big brother, te dou um dado, né?

Você precisa ter gosto pela leitura pra se sentir disposto a pegar um livro e largá-lo se a leitura não estiver fluindo. Simples assim. Estou lendo Caim, do Saramago, que o Mah me emprestou. É um bom livro, embora tenha uma linguagem um pouqinho difícil. Mas é o estilo do Saramago né? E o livro atual embora fale de coisas de tempo imemoráveis. Podia muito bem estar na lista imaculada dos vestibulares amém.

O problema é que não é nada disso que se ensina no ensino médio. Okei. Precisam aprender os estilos literários do século XIII ao XIX, que aprendam e ensinem, mas isso não tem nada a ver com a vida dos alunos de hoje que estão cagando pra educação, assim como os professores.

Pode não ter nada a ver, mas domingo o Christian Pior fez um show em Caraguá. Aí ele pegou uma moça da plateia que dizia que dava aula de inglês. Aí ele perguntou pra ela. Britânico ou americano? E ela respondeu. "Só inglês". Ele tornou a fazer a pergunta. E ela disse que dava aula de "inglês, inglês". Aí ele desistiu da piada eu fiquei é com dó dos alunos dela.

Enfim, o caso é que devia cair Crepúsculo no vestibular, ou vá lá, o Bortolotto, a Clarah Averbuck, o Caio Fernando Abreu, o João Silvério Trevisan e outros autores nacionais e contemporâneos. Não é a toa que os livros que mais vendem são os de autoajuda, né Brasil?

E tenho dito.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sábado foi aquela coisa, né. Feira, pastel, comprar presente pro amigo secreto. Na parte da tarde assisti aquele filme fofo que passou na Globo, ABC do Amor. Só não vi inteiro porque saí com a minha vó. Nós fomos na casa de uma tia dela.

Essa tia chama Elvira e era cunhada da mãe dela. Tem 15 anos a mais que minha avó. E tem 87 anos. Ela estava bem lúcida, inteira, sabe. Lembrava de mim pequeno e da minha mãe. Só não dobrava o joelho, porque uma vez caiu, teve que operar a patela e não fez os exercício fisioterápicos após a cirurgia.

Fiquei pensando se quando eu for velhinho também irei visitar meus tios mais velhinhos e de como a vida é gozada né. Essa tia Elvira mora em um apêzinho na zona leste, perto do Metrô Carrão. Na verdade, entre o Carrão e o Tatuapé. E ela divide o apartamento com uma irmã e um irmão, ambos bem idosos.

Quer dizer, eles viveram suas vidas, casaram, tiveram filhos, ficaram viúvo e viúvas e agora, na terceira idade, vivem juntos. Claro que não pude deixar no hedonismo gay nesse meio tempo. Aliás pensei bastante isso em Caraguá também, no final de ano com a família.

Héteros parecem se importar menos com envelhecer e não ter aquele corpo pro verão do que os gays, não é? E nenhum deles, por mais velhos, ou solteiros ou gordinhos que estejam parecem mais ou menos infelizes, ou menos amados por causa disso. Enfim, sei lá.

Domingo bundei o dia inteiro. Fiquei baixando filmes, assistindo Queer as Folk, Xena e The L Word. Assisti também um filme que comprei em maio do ano passado, quando saí de férias, no Rio de Janeiro, e nunca assisti. "Homem e mulher até certo ponto". Uma comédia norte-americana antiga e nonsense sobre uma mulher trans, que tem a Farrah Fawcett no elenco e em uma cena lésbica. o.O

Mas não gostei do filme não. Assisti também ao curta Café Com Leite e amei. Achei fofo demais, embora um pouco triste. Aí no final do dia vi Big Brother e foi assim meu glamuroso final de semana. E é isso.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Eu pedi salada no lugar da batata e o menino, coitado, se confundiu inteiro. Apareceu para ele na tela do computador registrar as minhas opções de molho. Aí ele estranhou. "Não vem molho no Big Tasty". É porque o Marcelo tinha pedido uma Mc Salad Grill.

Aí eu expliquei pra ele que eu tinha trocado a batata por salada. E ainda assim, demorou pra cair a ficha. Por falar nisso, voltou a ter suco de maracujá no Mc. Enfim, comi lá no restaurante dos Golden Archs na sexta-feira, depois de quase 15 dias. É que estou numas de comer mais saudável, sabe assim?

Na quinta achei do lado do serviço uma farmácia que vendia o Magnum M5, da Bozzano. E eu já louco, desesperado pra procurar um Carrefour. Foi R$12,62 o aparelho e já comprei lâminas reservas, por R$12,31. Na sexta inaugurei o barbeador. Gostei. Dá um medo no começo e ainda não senti firmeza pra fazer a barba tranquilo.

Parece que você vai se cortar inteiro. Felizmente não fiz nenhum machucado. Saí ileso da experiência. A ideia das cinco lâminas é boa, mas falta uma fita lubrificante melhor, como a do Mach 3 Turbo. A falta da lubricação é um tanto ruim, principalmente se sua barba está relativamente grande. Parece muito que você vai se cortar. Ponto negativo.

Uma coisa que gostei é que o barbeador tem uma lâmina de finalização, que você usa com o aparelho na perpendicular. O rosto fica bem lisinho, o que é muito bom. Só não achei o M5 muito bom pra fazer o buço. Nesse sentido, o Mach 3 é bem melhor, bem mais suave e eficiente. Ainda assim, o saldo do M5, por enquanto, é positivo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Preciso de uma locadora urgente. Sério. Porque acho muito nova classe média comprar dvd pirata de filme blockbuster. Não dá.

Ano passado, como estava muito atarefado por conta do TCC e coisa e tal, eu queria ter assistido a alguns filmes que não rolou. Abaixo, a lista:

Garota Infernal
Jogos Mortais 6
Nick e Norah

E é isso.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lula, um avatar

Fui assistir esses dias que cheguei de viagem, Avatar e Lula, o filho do Brasil. Impressionante como são diferentes e bons e enquanto um tem um puta conflito com deficiências na história o outro tem uma puta história, mas sem muito conflito.

Avatar é esteticamente muito bonito. Tem a coisa do 3D. Tem a mensagem de ser antibelicista e anticapitalista e a coisa natureba, roots, a favor da natureza e coisa e tal. Mas avatar cansa um pouco a beleza. Tem algumas cenas muito cumpridas. Até demais. Poderiam ser cortadas que não comprometeriam em nada a história.

Lula taambém é enoooorme, mas tem uma puta história. Tem o lado bacana de desconstruir o mito negativo em torna da figura do presidente. O filme seria um cala a boca em muita gente, se as pessoas que são antiLula fossem assiti-lo.

De maneira muito irônica, o diretor esfrega na cara que sim, ele teve um diploma, do Senai, de Torneiro Mecânico. E que o acidente com o dedo não foi pra dar desfalque na Caixa e ser sindicalista. Claro, eu gostaria de ler uma ou duas biografias do Lula pra saber se cronologicamente bate isso daí. Porque ficção é uma coisa, mas pelo que consta, ele perdeu o dedo antes de se envolver com política.

Gostei de o filme mostrar o lado podre e o apaixonante da política. Na boa, o fato de desmistificar não vai influenciar eleição e essas coisas. O cara tem uma puta história e o que o Fabio Barreto fez foi contá-la. Inclusive é cabível a propaganda "Você sabe quem é este homem, mas não conhece sua história".

Há muitas passagens até então obscuras na vida do Lula. E é foda a contextualização histórica que o filme faz com a vida do Lula e fatos que marcaram a época de sua juventude, como as greves, o AI 5 e a copa de 70.

Agora uma coisa que me intrigou é o que o homem Lula, não o presidente, acha das coisas. Sei lá, esses tempos tendo todas essas enchentes e ele já passou por aquilo. E com essa coisa do Plano Nacional dos Direitos Humanos e ele foi preso pela ditadura e seu irmão torturado. Gostaria muito de saber como ele reage diante dessas coisas.

No mais, fiquei pensando, que de fato é uma puta história, com todos os toques de humor, romance e drama de um bom filme. Politicamente fiquei pensando no quanto o governo Lula foi bom para o País por um lado ao passo que por outro foi péssimo. Coisas básicas como educação e saúde estão capengando.

Me dá um certo medo de o Brasil encaretar mais em um futuro governo Serra, ao mesmo tempo que Dilma e Lula de volta em 2014 até 2022 também dá um frio na barriga. Seria o mesmo que fazer com o Brasil o mesmo que fazem com São Paulo, com o PSDB há duas décadas, né?

Sei lá, não quero discutir política e este ano talvez eu vote nulo, simplesmente porque não sei o que é pior.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ontem completei 400 posts. E eu me esqueci, eu sabia que estava esquecendo de algo, mas felizmente lembrei de uma coisinha. Das férias. Do único dia que fui maldoso. No dia em que eu destrui os sonhos de uma noite de verão e tirei do armário todos os atores e celebridades para minha prima e para minha tia.

Foi na prainha. Contei tudo. Do bonitão ao sertanejo, passando pelo boca mole e o irmão da outra cantora lá. Falei de todos e tadinhas, elas ficaram um pouco, mas só um pouco, decepcionadas e querendo saber ainda, porque então eles não se assumiam...

Enfim... era isso.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Caraguá foi assim muito bom. Maravilhótimo. Melhor que a encomenda, eu diria. Teve muitas coisinhas, bafos eu diria. Uma prima que gente, como reclama. Outro primo maconheiro, o amigo virgem dele e os tios, que são um capítulo a parte.

Andei muito de bicicleta, entrei no mar. Fiquei bebado. Até no Mc Donald's eu comi. Só faltou mesmo comer uma porção de camarão e uma de lula. Agora tem uma temakeria na cidade. E uma balada gls na cidade. Legal, não?

Caraguá cresceu muito. Tem mais casas perto de onde ele mora, mais pessoas. Os cachorros de rua, vira latas que ficavam perambulando por lá também diminuiram visivelmente.

Foi uma boa viagem. Completei 23 anos no dia 1º. Dessa vez foi assim, devido a chuva, voltamos pra casa da tia Eliete e aí eu fui ao banheiro. Quando saí um bolo me esperava na área externa e todos cantaram parabéns. Foi lindo! Fiquei emocionado com a surpresa.

Geralmente essas coisas só acontecem na tarde do dia primeiro. Dificilmente de surpresa. Foi legal. Teve até um inédito "é pica, é pica, é pica, é rola, é rola, é rola". Fofo.

Assisti Conan, o Bárbaro e Conan, o Destruidor. Minha prima curte muito essas coisas anos 80, né. Aí levou o DVD pra gente ver. Lá em Caraguá comprei também o chocolate mais caro da minha vida. R$9,50 a caixa de Nestlé. Mas valeu a pena.

Que mais? Sexo! Foi a única coisa que faltou. Uma pena. Quando eu era um adolescente com os hormonios fervilhando eu não gostava muito de ir pra Caraguá porque só havia opções de entretenimento para os meus primos, heterossexuais.

Hoje a cidade tem mais bees. E se eu estivesse solteiro em Salvador bem poderia curtir mais. Enfim. A volta da praia foi um capítulo a parte. Não consegui passagem para segunda. Fui obrigado a voltar na terça.

Então peguei mais um dia de bicicleta e praia. Andei nas pedras da Pedra da Freira e fui na Prainha com o Alexandre. Aí 8h30 da manhã de ontem eu estava no ônibus, partindo rumo a São Paulo.

Primeiro, do meu lado veio uma bicha amarga e burra. Eram um casal. Um deles era espanhol. Os dois eram os primeiros da fila pra entrar no ônibus e eu estava logo atrás deles. Quando foi a hora de subir não tinham preenchido a passagem. Cornos!

Que tipo de pessoa não preenche a passagem antes de viajar, caralho? Enfim. Aí a bicha sentou do meu lado e começou a dar um chilique porque na sua insignificante opinião o ônibus não podia esperar quem estivesse atrasado, porque era falta de respeito e blá blá blá.

Não acreditei que, muito provavelmente após umas férias numa cidade litoranea maravilhosa tem gente estressada, enfezada, logo cedo. Decidi que não ia me importar com isso. Continuei a ler Os Delírios de Consumo de Becky Bloom.

Aí a bicha foi do lado do campanheiro dela, no outro banc. E eu fiquei a esperar. Até que muito pior que uma bicha, chegou uma evangélica com o neto que ela chamava de filho e fazia ele se referir a ela como mãe. Aí mesmo a criança pequena, me cutucando não dei nem confiança até que...

Até que ela me veio e me ofereceu um marcadorzinho de página e me perguntou se eu aceitava a palavra de deus. Aí eu disse um "não, obrigado". Quando começamos a subir a serra, ela começou a dizer com seus botões que deus era maravilhoso. E aí eu fiquei num medo da porra dela começar a pregar lá.

Nesse momento eu pensei que devia ter aceito o papelzinho, amassado e jogado fora. Mas, como não jogo lixo no chão, suspendi a ideia. Até porque não dava pra voltar no tempo. Bom, felizmente ela não pregou. Foi dormindo a viagem toda até Gotham.

Não peguei trânsito, exceto na dutra e na marginal, e o ônibus veio relativamente rápido. Às 11h20 eu desembarquei no Tietê e voltei pra casa. São Paulo me desintegra e me estressa.

Cheguei aqui só pensando no quanto eu quero uma vida um pouco mais sossegada, viver numa cidade litorânea, plana, andar de bicicleta e ter hábitos mais saldáveis. Na segunda fiz uma listinha de umas coisas que pretendo e preciso fazer em 2010.

Ontem inclui mais uma clausula no meu contrato que é tentar me estressar menos, esquentar menos a cabeça, me importar menos com algumas coisas e viajara, pra me desconectar frequentemente desta realidade caótica e filha da puta.

E é isso!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Caraguá está um fervo. Um babado. Voltei na Lan House cafonalha. Hoje chegaram as pessoas na casa do vô, então já viu. Passei o dia lá.

No entanto, meu senso de percepção não foi tão adulterado o que me leva a fazer o top 4 de Caraguá

1-) Dejavu
2-) Ivete
3-) Legião Urbana
4-) Pitty
5-) Lady Gaga

E essa tem sido minha trilha sonora... ou mais ou menos isso!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Voltei, da mesma Lan House. Peguei um micro melhor desta vez. É que tive um dia tão mais tão atribulado. Praia, casa do vô, soneca, almoço, sessão da tarde, compras de supermercado.

Não deu tempo de fazer nada nessa vida. Mas está bem gostoso por aqui. O centro ontem estava meio vazio mas hoje a cidade está visivelmente mais cheia. Acho que não tenho mais tanto a escrever. No mais é só isso.

Muitos beijos

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Gosh, Caraguá tá chuva literalmente. E só agora no final do dia que eu consegui uma Lan House e olha que ela nem tem muita dignidade. É bem fuleirinha, o teclado é péssimo, duro e com as letras apagadas. E cobra R$2 a hora.

Como prometido, acabo de atualizar o site. Amanhã tem mais, mas vou procurar outra Lan. Como choveu ontem só curti um pouco a praia, mas tomei um solzinho que me deixou um pouco queimado. Hoje consegui arrumar a bike, precisava só encher o pneu. Mas penei um pouco embaixo do sol.

Também não andei muito de bicicleta, porque choveu. Mas de manhã fui no centro da cidade com a tia Eliete e a Ju. O Henrique e o amigo dele, Jonas Brother Antônio Nunes da Silva Sauro Amém também são os assuntos devido a, bem, a marijuana. Hoje passa o Diabo Veste Prada e se tudo der certo só depois devo ir para o centro.

No mais, logo que cheguei, quando vi a praia meio vazia e aquele tempo meio uó pensei de início que Caraguá seria um imenso tédio. Mas poucas horas depois vi que não seria bem assim. O tempo está passando tão devagar que nem parece que cheguei ontem. Sinto como se já estivesse aqui faz tempo.

Bom, no mais é isso.

Fui

sábado, 26 de dezembro de 2009

Terminei de ler Lua Nova. Confesso que amay. Estou gostando da saga Crepúsculo. Uma das coisas que achei legal é o envolvimento com a história criado pela autora. Claro que ler Stephenie Meyer não é o mesmo que ler J.K Rowling, porque não sonhei com Forks ainda, mas lembro claramente de sonhar com Hogwarts.

No final do livro tem o primeiro capítulo de Eclipse, que eu naturalmente li. Aí tem uma parte que a Bella está ajudando o pai dela a fazer macarrão. E em determinada trecho ela usa uma faca. No filme não fica explícito, mas no livro, a autora faz questão de mostrar o quanto a Bella é estabanada e consegue tropeçar até mesmo no chão liso. Imaginei se ela se iria se cortar naquela cena, embora isso fosse um jeito bem Lua Nova de começar a história.

Enfim, ganhei o presente de Natal e o de aniversário juntos do Marcelo. Ele me deu O Diário de um Banana 1 e 2. Meu irmão começou a ler o primeiro e está curtindo. Eu ontem comecei a ler Delírios de Consumo de Becky Bloom, que, no caso, é bem diferente do filme já nas primeiras páginas. Em todo caso, vou destinar uma parte do dia de hoje a guardar os livros usados no TCC, a jogar fora alguns jornais e revistas velhos e não lidos.

Sério, porque tenho uma pilha imensa de coisas pra ler e pra organizar. E organizar é essencial já que muito provavelmente amanhã a esta hora estarei a caminho de Caraguá. Ou seja, terei de ser rápido. Rápido e seletivo eu diria. Porque depois de todo o estresse causado pelo TCC e todo o acúmulo de informação ao longo do ano eu surtei.

Superaqueci. Estou em crise. Deu overload. Estou esses dias com aversão a jornais revistas e afins. Não quero saber de informação tão cedo pra ser bem sincero. Se tudo der certo passarei a próxima semana entrando na internet pra atualizar o A Capa e só. Folha de São Paulo, coluna Zapping, Blog da Fabíola Reipert e do Daniela Castro, esquece. Bia Abramo, Mônica Bergamo, Danusa Leaão, Revista da Folha, ESQUECE. Sério, chega.

Pelo menos por um tempo. Foram dias e dias carregando Ilustradas, Segundos Cadernos, revistas e toda sorte de material impresso na mochila que agora deu tilt. Pane no sistema, alguém me desconfigurou. E no (Eno) momento eu quero saber de prazer. Em uma atitude mental hedonista eu quero praia, cerveja, andar de bicicleta, literatura e sexo.

Agora eu vou assistir ao último capítulo da primeira temporada de Xena. E em seguida dar continuidade a sequência da terceira temporada de Queer as Folk. Eu gostaria também de ir ao cinema, quem sabe assistir Avatar ou Proibido Fumar, mas um, não vai rolar, dois, não quero nada que me configure na categoria atualizado, bem informado, pelo menos não agora.

E é isso.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Dezembro voou né Brasil? Foram dias de muitas agonias. A entrega do TCC, a formatura da minha prima, que não foi de agonia, mas havia a ansia de não saber o resultado. A correção de tudo, a nova entrega, enfim a aprovação.

Aí tudo voou mais ainda. O dinheiro, o tempo. Tudo muito rápido, a 120, 160, 180 por hora. Essa semana fui comprar os presentinhos de amigo secreto e de natal com a minha mãe lá no Shopping Tatuapé, também conhecido como o inferno na terra.

Ontem foi amigo secreto do trampo. Ainda foi estranho o amigo secreto virtual e ter feito todo o negócio do modo que cada qual tirasse o proximo até que o Gustavo tirou a Diana e que tirou o Anderson e fim. Depois ainda fomos para o bar da Lôca.

E teve em todo esse meio tempo também o fim e o recomeço e o medo e a expectativa. E eu resolvi arriscar e vamos ver no que é que vai dar. Esses dias também serão corridos e talvez domingo eu vá pra Caragua. Então ainda tenho que arrumar um milhão de coisas, botar em ordem uma parte da vida.

No mais, é isso.
Bom natal!

:)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mudança de planos

Foram tipo R$63 no mês passado. Uma marca boa, considerada razoável por mim. Mas em dezembro a conta chegou e vieram R$93. Aí neguinho, eu desisti. Liguei na Claro, decidido a transformar a minha linha em pré-pago.

Primeiro falei com uma creyça, que me passou pra outra, que era da retenção e "verificou" minha linha. Aí ela queria que eu continuasse como pós. Mas aí neguinho, falei pra ela que estava gastando demais. Não dava. Aí tudo bem, pediu um minutinho e voltou à linha depois de uns três.

Perguntou para mim se eu não queria o Claro Controle R$35. Aí velho, eu disse que não e não e não. Aí ela me pediu mais um minutinho e quando voltou disse que se eu aceitasse o plano Controle por R$35, sem fidelidade, ela abateria R$50 da conta de dezembro. E aí eu pagaria apenas R$43.

Ainda ofereceu um pacote de mensagens de 70 torpedos por R$10. O que acho descabido. O que eu faço com 70 torpedos num mês? Enfio no cu? Antes eu tinha um pacote de 200 mensagens por R$14,90... Mas era o que tinha pra ontem e em todo caso economizei 50 aqué.

Acho que por enquanto valeu a pena, apesar que ainda é muito pra gastar com celular. Posso usar esse dinheiro melhor se investir em sexo e cerveja.

Ano que vem eu viro pré. Pronto falei.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Eu estou todo dolorido. Na segunda levei para casa a cesta de natal da empresa. Uma coisa muito fina, com muitas guloseimas e muito, mas muito pesada. Daí que ontem meu ombro estava amortecido, tipo quando eu ia pra academia e doia dos exercícios. Hoje continua doendo. Menos, mas continua. O pior hoje mesmo é o sono. Fui dormir às 3 da manhã tentando terminar a porra da monografia. Falta pouco, mas pra falar a verdade nem sei o que e muito menos como. Estou imprestável. Podre. Morto. Morri.

Precisava que as férias de natal começassem hoje já. Falei pra mim mesmo que depois que estivesse com a monografia concluída já seria 2010. Mas está demorando mais que da conta pra chegar o ano novo. Cruz credo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Era ridículo e egoísta pensar que eu podia afetar tanto uma pessoa. Era impossível. E, no entanto, eu não conseguia deixar de me preocupar com a idéia de que isso fosse verdade. (MEYER, 2008, p.31)

Olha só eu brincando de citação aqui no blog. É o TCC, que está acabando. Tirando o fato de que eu terei que refazer o estudo de caso até amanhã. Mas é que é sério. To lendo Crepúsculo e estou gostando. Tem umas partes bonitas, quando a Bella fala do sorriso do Edward que, nossa, virei gay.

Nem contei A descoberta do final de semana. Meu primo está usando um entorpecente leve popularmente conhecido por maconha. Pelas contas esse é meu terceiro primo a usufruir de tal substância. Com isso, mais revelações. Alguns dos meus tios em suas tenras juventudes também já deram un tapas no cigarrinho do diabo.

Aí eu fiquei preto, passado, consternado, chocado, chokito, pêssega, bege listrado, neon, enfim vocês entenderam. Numa eliminada por suposição rápida, só meu pai e meu padrinho não devem ter experimentado uma brisinha. Agora sim está tudo explicado.

Ainda tenho que assistir os capítulos de terça e sexta de Cinquentinha. Se tudo der certo entrego o TCC na quinta-feira e aí finalmente 2009 terá terminado definitivamente. A Stefhany estreou clipe novo no You Tube, que dizem é inspirado em Thriller, do Michael Jackson.



Na minha opinião ela podia dar uma de cult e dizer que o vídeo é inspirado em Colin. Um filme que acompanha a história de um menino chamado Colin, que é mordido por um zumbi e vira um zumbi e dizem ter custado US$70, apesar de não parecer. Passou no Cine Fantasy, há uns dois meses. O diretor esteve presente e tal. Assisti a sessão, mas não fiquei pro bate-papo.



No mais, é isso. Então vou lá. Voltar aos trabalhos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Militares se divertem... mais ou menos

Foi um final de semana inoxidável. A formatura da minha prima em Palmspring. Sempre quis fazer um texto que tivesse a palavra Palmspring. Mas então, pra Pirassunga eu fui na última sexta, pra mor da formatura de aspirante da minha prima. Se formou piloto da Academia de Força Aérea brasileira. Sexta foi a festa.

A Dica é tipo uma prima-irmã. Crescemos praticamente juntos. Diferença de meses entre o nascimento de um e outro. Ficávamos no mesmo berço dormindo quando eramos crianças. Momento guti guti mode on. Me deixou feliz vê-la completando essa etapa da vida.

Foram quatro anos puxados de muita ralação, perseguição, exercícios físicos pesados e lavagem cerebral aprendizado de respeito a hierarquia que olha, neguinho, não é pra qualquer um. E pra mulher ainda pior. Minha tia me contou de várias situações machistas pelas quais minha prima passou. Pior, situações às vezes promovidas pelas outras cadetes. Tinha um instrutor que mandava ela pilotar fogão.

E ela dirige caças e não dirige carro ainda. E ano que vem deve aprender a pilotar helicóptero. Vai morar em Natal e se pá eu bem vou visitá-la durante as férias. Ela ensinou toda a família porque vale a pena o Brasil comprar o avião francês. Foi um bom final de semana. A festa, na sexta a noite, bem, foi uma formatura típica.

Enfeitaram o hangar de um dos aviões, T-27 - se não me engano. O calor era insuportável, a circulação de ar insuficiente. Resultado foi a família sendo a primeira a tirar os smokings. Grande Bruno, sujeito inoxidável.

O sábado foi muito bom, com direito a cerveja, churrasco, baralho e piscina. Só faltou um pau amigo mesmo. O final do dia guardou uma surpresa inesperada. O namorado da minha prima - loiro alto forte militar de olhos azuis ou verdes - pediu ela em casamento. Isso mesmo. Eu estava deitado essa parte. Morrendo um pouco ali, descansando do babado da piscina, da chuva e de repente o Fábio chama. Diz que gostaria de dar uma palavrinha pra todo mundo da família.

Na hora eu matei o enigma. Vem noivado por aí. Pimba! Ele até ajoelhou. Achei bonito, fiquei emocionado. Pô, crescemos juntos. E de repente ela vai casar. Vai ser a primeira da minha geração a casar. Porra. Eu fiquei passado e super contente por ela. Amo minha prima. Quero que ela seja feliz. Aí a Naty, a namorada do Bruno, chorou e aí eu também não aguentei. Chorei.

Em um intervalo de três semanas esse foi o segundo noivado a que fui. O primeiro eu já sabia que seria. Era o da minha cunhada, ou ex-cunhada sabe-se lá, enfim... da Márcia. Foi bonito também. Chorei um pouquinho disfarçadamente. O da Dica mesmo é que foi supresa. Altamente inesperado e me pegou desprevinido.

Aí o domingo veio e comemos peixe, muitos peixes e voltamos pra São Paulo. Assisti Star Wars e joguei um pouco de Age of Mithology. A segunda-feira estreou essa semana de maneira chuvosa, fria e cinza. Pra completar a Ana Maria Braga me fala sobre água salgada em um copo e num rio. E faz toda a metáfora da dor. E eu nem lembrava que ela está solteira novamente. Hoje acordei com a péssima notícia que terei que refazer (hahaha) o estudo de caso da minha monografia.

Estrogonoficamente falando, fui

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mantenha a calma e continue

Como ficar bem quando quase tudo ao redor vai mal? A cidade alagada, minha vida alagada. O jeito é focar em outras coisas, né Brasil? Pelo menos não é tudo que tá envadido pela água.

Tem partes secas e algumas coisas que dá pra ser recuperadas. Engraçado que esta é a segunda vez este ano que uso a enchente como metáfora quando ela é bem real e está acontecendo logo ali, parando uma cidade que já é parada.

Enfim. Terminei de ler A Ditadura da moda e de zero a dez eu dou sete porque o livro é bem mais ou menos. Quer dizer, a história até que é legalzinha. Mas sabe, tem 116 páginas e acaba rapidinho. E a personagem só surta e os surtos não levam a lugar nenhum. Seria uma espécie de Sex and the City, com Diabo Veste Prada com Como Fazer Inimigos e Alienar Pessoas, numa versão sem um conflito, tupiniquim e bem menor que esses três.

A historinha é leve, sem nada de muito surpreendente ou cabeça. A personagem tem um Ipod onde escuta Nick Cave, amigos gays, fala "se colocar", aliás ela se coloca e frequenta umas três ou quatro semanas de moda ao longo do livro. Uma coisa bem Nina Lemos tentando ser Clarah Averbuck. Vale como entretenimento, diversão, mas só. E isso é minha humilde opinião nacional.

Mas como eu dizia. Não contei aqui por conta de todos os infortúnios recentes relacionados ao TCC nessa vida deste brasileiro, mas subiu no telhado faz um tempinho já aquela coisa de não tomar refrigerante never more. Eu tentei, mas tinha uns dias que eu chegava em casa e a garrafa de Coca gelada estava lá na mesa, suando até. Aí eu não resisti.

Gozado que quando se está sem beber refrigerante a tentação faz com que aquilo seja muito muito saboroso. Mas aí você bebe e o gosto na vida real é bem diferente do da imaginação. Então tenho evitado refrigerante. Tomado menos ainda do que eu vinha tomando há um tempo. Cortei bastante refrigerante de um ano pra cá, mas agora tem sido mínimo meu consumo disso.

Hoje fui tomar uma Coca no Mc Donald's e nem rolou. Não consegui ir até o fim. Uma coisa gás demais. Desisti. Mais da metade foi pro lixo. Fiquei bem feliz com isso. E por falar em feliz, estou escutando neste momento o novo cd do Stereophonics, o Keep Calm and Carry On. É um dos melhores álbuns deles. Ou não. Pra mim todos empatam em primeiro. Menos o Pull the Pin, que não é o melhor trabalho deles e por isso fica em segundo. =P

Está lindo o disco. Mantenha a calma e siga em frente. Até no disco novo da minha banda favorita tem um pouco de ironia aplicada a este momento, não é mesmo? Músicas incríveis e sentimentais e otimistas e pessimistas também. Mas melodicamente e liricamente e sonoramente lindo. E em milhões de anos de banda, eles nunca tocaram por aqui, o que é um fato lamentável. Uma vergonha tremenda, sem tamanho. Sem mensuração.

UMA VERGONHA!

E é isso.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sem querer, fiz um poeminha!

Macanudo é uma série de tirinhas do ilustrador argentino Ricardo Liniers. Desde o dia 22 de junho a Folha vem publicando na Ilustrada uma tirinha dele de segunda a sexta. Os quadrinhos surgiram em 2002, e todo o sarcasmo presente tinha a ver com o clima pós-11 de setembro e a crise financeira e política pela qual a Argentina passava naquele momento.

Essa menina chama Enriqueta. O nome do gato é Fellini. Foi comparada à Mafalda, do Quino, mas seus dramas são mais internos. Esse quadrinho foi publicado na sexta passada, dia 4. Entendo bem essa sensação. Tenho ando numas de terminar um livro e começar outro logo em seguida. Acabei ontem Alta Fidelidade, do Nick Hornby e hoje comecei A Ditadura da Moda, da minha amiga Nina Lemos.


O que me marcou em Alta Fidelidade foram as reflexões sobre os fins dos relacionamentos. E seus meios, e seus começos também. Aquela coisa da família, da mãe de pijama no natal e do pai doente e das outras mães em outros natais, com outros pais doentes com quem no futuro não mais nos importaremos, simplesmente porque não pertencemos mais aquela família, àquele universo de pessoas.

Dia desses eu ouvi alguém dizendo algo sobre cada um no escritório ter um universo. Rá. Claro que se referiam ao esquema da divisão das bichas que vão na The Week versus as que não vão. Bem, eu me enquadro nas bichas que nem vão mais n'A Lôca, só pra você sentir a desconexão. Juro que jogar baralho com as minhas tias no domingo a tarde me é mil vezes mais interessantes que ir a uma boate. Mas isso também depende do humor e da programação da boate, claro.

Cagay pro universo guei. Mas eu queria dizer que Macanudo é brilhante. Gosto das tiradas inteligentes em torno das situações cotidianas impensáveis, como esta aqui:


Sem querer, fiz um poeminha! Ha ha ha SEN-SA-CI-O-NAL.

E por falar nisso, o que não foi Cinquentinha hoje? Apesar de não ser um profundo entendedor de Almodóvar eu diria que essa é a mais almodovariana das minisseries brasileiras de todos os tempos. E ainda tem duas do Cansei de Ser Sexy na trilha sonora pra alegrar o dia.

Consegui resgatar uma boa parte do arquivo do meu blog quando ele era do Terra. E vi que em 2007 eu não gostava do Aguinaldo Silva. Acabei me rendendo aos encantos do Bernardinho em Duas Caras e vi alguns roteiros que o Aguinaldo postava no blog dele. Aí virei fã. E virei mais fã depois de ler Matem Giovani Improta, que veio a ser um dono de jogo do bicho e o José Wilker em Senhora do Destino, mas sem o tom do livro, bem melhor que a novela, admitamos, vá.

Aguinaldo Silva, Nina Lemos, quadrinhos, Cansei de Ser Sexy, Nick Hornby. Cada vez eu gosto mais de cultura pop. E por falar nisso, senti profundamente o tiro que o Bortolotto levou no sábado.

Seu blog, seus livros, sua peça. O Bortolotto lifestyle é uma inspiração sabe? E de re pen te clic, bum. Atiraram no dramaturgo. Fiquei preocupado quando a Diana me deu a notícia. Mas, diz a Clarah Averbuck que ele está bem. Então eu acredito.

E pra finalizar, um dos meus quadrinistas preferidos de todos os tempos: o poderoso, talentoso, gostoso, delicioso, salve, salve, Adão Iturrusgarai, amém.


Foi a melhor sacada sobre o caso Geysi Carla Perez França José Roberto Galho de Arruda, com a Aline original. Bem mais divertida que a da Globo. E por falar nisso, acabou de chegar nas bancas pela L&PM o número 4 da coleção da Aline. E por apenas R$10 vai ser minha próxima aquisição.

E é isso!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A pessoa... Vai, faz merdinha, fica com peso na consciência e não fala nada. Aí, casualmente você toca em um assunto com ela porque estranha a mudança no comportamento. Aí ela se entrega, faz papel de vítima. Se autointitula humilhada e ofendida. Aí você faz uma pergunta, a peça fundamental pra completar o quebra cabeça e ela fala o quê? Que seu primeiro comentário, o casual, foi irônico e proposital. Mein gosh.

Nem assisti Jogos Mortais 6 no cinema e agora ele só está passando em Bonsucesso. Isso, Bonsucesso, me lembra a Gauss, que me lembra a Geysi, que me lembra que eu sempre pensava o quanto Guarulhos é uma cidade pobre, no sentido não-econômico do termo. Porra, Bonsucesso é longe e só passa filme ruim. Tudo bem, Jogos Mortais 6 é ruim, mas eu gostaria de assistí-lo, assim como Bratz, que só passou lá também e parece ser muito, muito ruim. E eu pensava na vida cultural das pessoas de Bonsucesso e meu cristo. O Uomini disse que vida de gay tem que ser em metrópole. E eu concordo. O problema é que o Brasil é uma cidade do interior. Com 200 milhões de habitantes, mas ainda assim, uma cidade do interior. E aí Comofas?

Logo no final de semana d estreia fui assistir a 500 dias com ela. Engraçado que é um filme de Mostra e que está vendendo em qualquer banquinha, mas não é uma comédia romântica. Aliás, eu li a crítica da Jana sobre o film e isso que me deu vontade de assistir. Só que não prestei muita atenção a uma coisa crucial que ela falou. No começo do filme, o diretor avisa. O filme não é uma história sobre um romance. E não é mesmo. E eu esperava que fosse, e achei que seria, mesmo depois de ter sido avisado. Duas vezes.

Uma pena, porque ele é vendido assim. Como se fosse uma comédia romântica. Na verdade, tem estética de comédia romântica, jeito de comédia romântica, tem trilha sonora de comédia romântica, mas não é uma comédia romântica. Pelo contrário, o filme é uma grande irônia. Eu catei ali referências de "100 escovadas antes de dormir" - que eu não li, nem assisti, mas bem, escovadas, vocês entendem - e "Meu primeiro amor" - o filme, não a música ruim do Sandy Junior. No mais, tudo o que o Max Webb faz é transformar os clichês de comédias românticas em... bem, clichês de comédias românticas.

Segunda-feira cinza eu morrendo de sono.
E é isso.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A prima pobre...

Estou livre. Quer dizer, mais ou menos. Entreguei ontem meu TCC, mas ainda terei que corrigi-lo. O importante é que agora dá pra voltar ao blog...

Como eu dizia, este ano li alguns livros ambientados em Nova York. É o caso de "Sex and The City", que tive que parar de ler por conta do trabalho, e de "Como fazer inimigos e alienar pessoas", que inspirou o filme "Um louco apaixonado". Teve O Diabo Veste Prada também, mas o esquema é outro.

Essa semana fiz uma nota falando sobre o perfil que o New York Times fez do Jesus Luz e não pude deixar de lembrar desses livros. É que Nova York é tão Nova York, com seus códigos de conduta e comportamento coisa e tal, que eu acabei pensando São Paulo como uma espécie de prima pobre da cidade estadunidense.

Por que tirando uma meia dúzia de leitores da Folha, as pessoas de São Paulo não parecem se relacionar com a cidade, como os cariocas se relacionam com o Rio e os nova-iorquinos com Nova York. São Paulo, por exemplo, é tudo aquilo que acontece de onde a onde? Difícil explicar.

Apesar disso, e seguindo a lógica de raciocínio, o Soniquè (pra mim deveria ser Sonic, igual ao video-game) seria, por execelência, e sem possibilidade de contestação, o nosso Bowery Bar.

E é isso.

sábado, 28 de novembro de 2009

Como diria a Isa, a monografia que arrasta correntes - a dela é tese - está rondando. Mas não podia deixar de vir pra comentar que umas pessoas de um passado distante tem me achado no orkut. E sabe, eu não sei se acho isso muito bom.

No mais, li essa semana O Seminarista, o novo livro do Rubem Fonseca. E ao contrário de muita gente eu gostei. O cara é assassino profissional e quer se aposentar e um dos primeiros causos que conta de "fregueses" para quem entregou "uma encomenda" foi um papai noel.

Isso mesmo. Um P-A-P-A-I N-O-E-L. E ele matou o papai noel com um tiro na cabeça. Clic, bum. S-E-N-S-A-C-I-O-N-AL. Achei isso muito natalino.

Bom, é isso.

Bjs,
Will

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Segredo do Banheirão

Com vocês, minha estreia na 7ª arte:

domingo, 15 de novembro de 2009

Anos que não atualizo. Vamos lá. Muita coisa aconteceu no mundo esses dias. Na minha vida também. Queria escrever mas travei. Tá faltando tesão. Ou é só a pressão do final do ano. O tempo correndo, a agenda apertada, muita coisa legal acontecendo ao mesmo tempo e a proximidade da entrega do tcc.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

É como me disse a Katia uma vez. A uninine e a nossa falta de memória vão falir a gente. Pois é, vai mesmo. Sai daqui tão estabanado na terça-feira pra ver o Go que esqueci de renovar o empréstimo de um livro na biblioteca digital. Na quarta já não dava mais para fazer a renovação. E eu também dormi fora. Só voltei pra casa ontem. Resumindo: hoje tenho que ir a faculdade, devolver o livro. Mas não lamento. Aproveito para fazer mais o tal do TCC e me livrar disso o quanto antes.

Mas então, eu queria falar o quanto é impressionante o fato de a Stefhany ser campeã ABSOLUTA de comentários lá no site em que eu trabalho. O Gu fez um post sobre ela uma vez e ainda escreveu o nome dela sem o "h". O que não faz muita diferença já que o nivel geral dos comentários revela um certo semianalfabetismo endêmico - e inteligência anêmica - que continua a vigorar de norte a sul deste país tão maravilhoso que é o Brasil. Não é, Brasil?

Daí que o reverendo - nossa, como essa palavra me lembra Os Simpsons - Marcio Retamero escreveu ontem uma coluna sobre religião. Lá ele falava sobre a vinda do Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil. Bom, a começar que eu não sou religioso. Nem em deus eu acredito. Mas tenho gostado das colunas do pastor lá no site. Pra falar a verdade, acho esse negócio de igrejas inclusivas uma tremenda furada, mas respeito a opinião e religião de cada um.

A ideia de convidar o Retamero pro A Capa foi depois de ver a repercussão de uma matéria que o Victor escreveu sobre um encontro da Betel - a igreja lá que ele comanda. E pensando da fase Ana Fadigas da G lembrei como ela falava muito em deus e de como as bichas adoravam os editoriais dela. Reservo-me o direito de achar isso cafona, mas também de enxergar que algumas pessoas gostam - muito - do assunto.

E sempre achei que o problema das pessoas, e das bichas em particular, é a falta de leitura. O negócio é o seguinte. No mundo todo há informação e conhecimento suficiente para que as pessoas se "libertem" de um estado de clausura, motivados por homofobia, preconceito e toda violência - fisica e moral - decorrente disso. O problema é que há uma preguiça generalizada reinante, que me dá preguiça só de tocar no assunto.

Vamos lá. Há alguns anos, a Edições GLS lançou no Brasil um livro chamado "O que a bíblia realmente diz sobre a homossexualidade". Uma vez vi a transmissão daquele programa, calça comprida, que o Shoichi apresentava e tinha uma bicha enfrentando perseguição religiosa, porque diziam pra ela que o "homossexualismo" era um pecado. Aí o Shoichi recomendou este livro pra bicha e a bicha não conhecia. Ficou agradecida.

Isso faz uns dois, três anos. Eu conhecia o livro. Já tinha o visto em uma Bienal. Achei estranho a bicha não conhecer. Pra mim, todos gays deveriam ao menos saber que existe um livro tratando desta temática. Informação e conhecimento, neste sentido, é uma arma pra combater preconceito, ignorância e burrice. Possibilidades e referenciais econômicos, culturais e geográficos a parte, a informação está lá. Gostaria muito de entender os motivos que fazem com que as pessoas não a "consumam".

Enfim, tudo isso pra dizer que lendo a coluna da Mônica Bergamo dia desses entendi melhor a posição do governo federal em receber o Ahmadinejad. Dizia lá que Lula teria dito a dirigentes de outros países que isolar o Irã e colocá-lo contra a Parede como o mundo tem feito/faz não vai ajudar muito a construir diálogo com o mamute Mahmoud. Não que eu esteja aqui defendendo o Ahmadinejad - e se tivesse também que diferença faria? - mas acho "bonito" uma atitude desse do Lula.

Tudo bem, tudo bem. O interesse no Irã é econômico, pretóleo e coisa e tal. É isso que incomoda. Ver os anunciados investimentos no pré-sal, os estados e parlamentares se degladiando pra ver quem fica com o melhor pedaço do filé enquanto alguns tentam debater soluções viáveis de energia e combustível renováveis. Sem falar que tem aquele negócio da economia interna fraca e dependente da exportação, que eu já falei em outro post.

Divagações a parte, e mudando completamente de assunto - não acho errado a declaração de Chavez de que até na Casa Branca se consome cocaína. Não imagino porque não haveria motivos para que não cheirassem, bem na sede do governo dos Estados Unidos. E mais, precisa ser muito do besta pra não imaginar que todo esse circo de repressão às drogas é fachada. Vamos ao clichê: autoridades e poderosos financiam o tráfico, e são beneficiados por ele.

No mais, as drogas também cumprem uma função social importante. São, ou deveriam ser, válvulas de escape, portais para o autoconhecimento, etc. Já fui mais "simpático" às drogas, tive muitas vontades de experimentar algumas, poucas oportunidades. Melhor assim do jeito que foi, que é. Saber do vício de pessoas próximas me faz querer ficar longe de qualquer citação leviana do assunto, como se fossem coisas meramente recreativas.

Porque na boa, acho que a brincadeira - e não só em relação às drogas, a tudo - já foi longe demais.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Oi novembro! Tudo bom?

Foi um final de semana alcoolico. Claro que não coloquei o pé na jaca, mas bebi bem. Na sexta, no sábado e no domingo. Só não bebi na segunda, porque ainda tenho responsabilidades. E acho que até estou conseguindo cumprí-las. Terminei segundo capítulo de 4 do TCC. Hoje talvez eu devesse começar o 3, mas agora eu vou viver a vida, passar o meu blush blush e assistir o primeiro filme da Mostra este ano - e vai ser a trabalho.

Eu tenho mais coisas pra postar, mas ando sem tempo, vontade e coragem. Tenho coisas a escrever, considerações sobre milhares de coisas, mas não dá. Acho que vou fazer um blog secreto pra publicar as coisas impublicáveis da minha vida. É, é isso.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O negócio do Tarantino

Estou lendo O negócio do Michê, do argentino Néstor Perlongher, falecido em 92 em decorrência da Aids. A obra é fruto de sua dissertação de mestrado em antropologia. O livro é acadêmico como não poderia deixar de ser. Mas em algumas partes, quando fala dos garotos de programa ali da República, eu fico é bem do excitado.

Tem um prefácio o livro e as orelhas, que falam sobre Perlongher, que ele era bem humorado, irônico e coisa e tal e usava meio que um portunhol no texto da dissertação. Aí que eu estava pensando se o título já não seria em si uma pegadinha de ambiguidade. Porque vejamos, negócio pode ser um ramo de atividade, algo que se negocia... Mas também pode ser o pau, pênis, pinto. Nunca ninguém ouviu falar “ele tinha um negócio grande”?.

Então, aí resolvi falar do negócio do Tarantino. Não do negócio que aparece no Planeta Terror e que derrete, mas no outro negócio: a violência. E então eu venho pra dizer. Tarantino não é nada violento. Não mesmo. Violência lá é o cara do AfroReggae morrer do jeito que morreu, é o menino crackeiro ter matado a namorada. Perto de umas outras cafonalhices da vida real Tarantino é uma poliana no tico-tico.

Assisti, finalmente, Bastardos Inglórios na sexta-feira e gostei pra caralho. O Marcelo disse que prefere Kill Bill, e a Jana disse que ainda é mais Pulp Fiction, mas deu 9 pros Bastardos. Eu daria 10. Fãs puristas sempre preferem as coisas antes. A operação Kino é quase uma operação Valquíria que deu certo. E a divisão por capítulos faz o roteiro ser muito bem amarrado. O filme investe bastante em diálogos surreais. Como na cena do jogo de cartas e o cara é o King Kong. That’s Bingo é outra cena impagável. Incrível.

Sobre atuação tenho a dizer que ontem vendo Sr. e Sra. Smith e comparando com Bastardos, acho o Brad Pitt um bom ator e antes eu só o achava bonitinho. Simpatizava com ele porque ele é um simpatizante da causa gay e falou que não se casaria enquanto as bichas não puderem casar. Mas vendo-o como o tenente Aldo, o Apache eu o achei sensacional. Ele dá o tom de humor do filme, que nem é tão engraçado, mas provocou risos irritantes da plateia besta que foi assistir ao longa às 21h no Espaço Unibanco da Augusta #prontofalei.

Tá, tem o outro ator, que fala milhões de línguas e tudo mais e também é muito bom. Disseram que ele roubou a cena. Achei ele bom. Ele é o vilão. Os vilões são sempre mais queridos. O cara lá manda muito bem e tal. Pensando dessa forma, o Brad Pitt deve ser o único herói que se veste melhor que o vilão em um filme. Tudo bem, tem aquela roupa amarela da Uma Thurman no Kill Bill.

Enfim, o que – pelo menos até agora – passou despercebido foi o meu querido lindo idolatrado salve salve amém Daniel Brühl. Nenhum jornalista de cinema ou site de cultura pop ou blogueiro metido a cult deste mundo falou do Daniel Brühl. Gente, o Daniel Brühl é tudo e tem um papel fundamental, chave do roteiro. A história engrena depois que ele entra. E ninguém teve a pachorra de escrever uma única linha sobre ele. A Jana até falou pra mim que ele aparecia pouco. É nada, ele aparece bastante e o filme não seria a mesma coisa sem ele.

Então, pra reparar a injustiça: eu gostei muito muito muito do Daniel Brühl no filme. Meu caso de amor com este ator é antigo. Acho que na Mostra de 2004 eu vi Edukators em uma daquelas sessões gratuitas pra estudantes secundaristas. E depois de um tempo foi Adeus Lenin! Os dois filmes foram relativamente festejados pelas críticas da época. Aí o cara pega e sai de um circuito underground, pra entrar pela porta da frente em algo um pouco mais mainstreamm, trabalhando num filme do Tarantino, e ninguém fala nada sobre isso. Eu estou passado com essa indústria cultural.

E por falar nisso, vocês acharam o Mike Myers - o Austin Powers? O Marcelo que achou quando estávamos no cinema. Eu não teria reconhecido nunca. E quem atentou para o fato de Brühl estar no elenco foi ele e foi isso que me deu um up a mais no ânimo pra assistir ao filme. Muito mais que o Tarantino em si ou o próprio Brad Pitt.



E é isso.

domingo, 18 de outubro de 2009

Correndo atrás

Eu tive uma professora de português, se não me engano, foi da faculdade e eu não gostava muito dela. Ela dizia que era clichê usar o termo "correr atrás do prejuízo". O motivo era que, literalmente, quem corria atrás estaria exatamente fazendo isso... correndo atrás, em segundo, por últiom, sem alcançar ou atingir o objetivo. E ninguém gostaria de "atingir" o prejuízo.

Não sei porque isso me marcou, mas marcou. Desde então acho que nunca mais escrevi ou falei a expressão. Até agora. Rararara. É que estou fazendo meu tcc, e um dos livros da bibliografia fala justamente sobre isso. A situação da mídia e do jornalismo, da falta de democratização dos meios e dos problemas que circundam um mercado um pouco mais estável.

Daí que eu tava pensando. Existe aquela expressão do "nunca é tarde demais". Lendo o livro e percebendo as raízes de alguns problemas apontados, como a demora pra se construiur aqui uma vida política participativa, a demora para acabar com a escravidão, a demora pra se industrializar, comecei a chegar a pensar que no caso do Brasil FOI tudo tarde demais.

Vai ver por isso também existe aquela outra máxima, a do "nunca diga nunca". Aí sei lá. Estou cético e sem muita esperança em relação a melhoras disso tudo num futuro próximo. Os problemas estão muito enraizados enquanto as soluções não passam de pequenas pás, e elas não dão conta de cavar tão fundo. Cuenda, por exemplo. Tava naquela tevezinha do metrô que a Sabesp anunciou um bilhão de dólares pra despoluir o rio Tietê.

Aí o Marcelo pegou e falou: "Nossa, puta dinheiro jogado fora. A gente não vai conseguir despoluir o Tietê". Aí eu respondi: "Imagina. Se a Coreia conseguiu despoluir o Tietê deles a gente também.... é não vamos conseguir". Pessimista? Não, inconformado. Quando digo que a solução é uma pá, é porque acredito muito que trata-se de um problema de todos. E qualquer esforço no sentido de querer que melhore não passa de um puta trabalho de formiguinha. E sem muito retorno. Por exemplo. O que adianta eu, William Magalhães, não jogar lixo na rua pra ajudar na recuperação do Tietê? Meu poder de alcance e convencimento para que os mais próximos não joguem lixo no chão é bastante limitado. Ainda assim, continuo, como dá, tentando "educar" quem eu conheço.

Enfim, daí tem a questão econômica, né? Quem sou eu pra modificar os rumos da ecônomia? Não sei se o livro é de esquerda demais, mas sei que ele fala sobre a imprensa brasileira não ser tão estabelecida e depender de verba estatal pra se manter. Aí aponta a industrialização tardia do país e a babação de ovo pro capital estrangeiro como causa disso. Tipo tudo isso levou a um mercado interno fraco. Vide quanto baixa do dólar é ruim pra econômia porque prejudica as exportações, blah blah blah bullsihte.

Também tem a questão do pré-sal. Não que não seja importante investir nisso. Petróleo e coisa e tal. Mas investir tudo isso em um recurso não renovável, responsável por aquecimento global e milhares de coisas que já estamos sentindo na pele hoje pode ser bem uma sentença de morte. Um tiro no pé. Não vi até agora nenhum anúncio de 5 bilhões em energia eólica, em reciclagem, ou C&T pra descobrir um plástico "ecologicamente correto", por exemplo.

Não vou nem entrar nesse texto em outro campo que me diz muito respeito, que são as questões dos direitos gays. Porque se não, esquece. Em todo caso, o que queria deixar claro é que a sensação neste momento é que estamos correndo atrás do prejuízo. E a má notícia, é que acho que vamos alcançá-lo. Um prejuízo enorme, tremendo. Se é que já não o alcançamos.

E é isso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A pior coisa que eu acho de ser homem é ter que fazer a barba. Já faz mais de uma semana que não faço ela. Uma preguiça mortal, um relaxo. Já estou quase um comunista.

Também, alguém me explica por que é que a Bozzano foi colocar na Sé aquele anuncio gigante do Ronaldo - brilha muito no Corinthians - fazendo propaganda dos novos aparelhos de barbear, hein?

Vamos lá. Um dos barbeadores expostos é um tal de Magnum M5. São 5 lâminas e uma para finalização. 5 lâminas. Eu to esperando isso pra jogar meu Mach 3 no lixo. Alôca. Mas é sério. Odeio ter barba. Gosto só do cavanhaque. E, como sou um cara bem informado, sei que em outros países deste mundo desta vida (veever a veeda) existe um Mach 4. Sim 4 lâminas. Melhor que 3, certo?

Pois bem. Nunca foi lançado isso por aqui. Deve ser porque pensam que, sei lá, todo mundo aqui é índio e não tem pelo. Vai saber. Gosto de pelos em muitas partes do corpo. Menos no rosto. É um inferno fazer barba.

Daí que é mais que oportuno alguém lançar um barbeador ainda mais foda que o Mach 3 e que não seja apenas variações mais caras, mas sem grandes efeitos, do mesmo produto, como a Gillete vem fazendo, diga-se. Enfim. Esse M5 veio bem a calhar, mas o problema agora é encontrá-lo, néam?

Porque tipo assim, teve um dia que o Marcelo e eu estávamos andando na Paulista e de repente uma mulher parou a gente. Começou a fazer perguntas e decidiu que o Marcelo era pobre demais para participar da enquete dela. Tinha que ser com o público A.

O que isso tem a ver com fazer a barba e a Bozzano? Tudo oras! A enquete tinha uma pergunta sobre futebol. Tipo se o Marcelo fosse um cara rico e quiçá heterossexual se o fato de ter um jogador de futebol na propaganda o motivaria a consumir aquele produto. Aí pensando bem, foi até bom não ter respondido a pesquisa, porque gente, quem é que assiste futebol hoje em dia? Rarara

Mas sério. Quem se guia por Ronaldo como motivador de consumo? Além de não assumir que pega travesti e cuenda padê ainda manda matar a Andreia Albertini. E aí vem todo mundo limpar a imagem do cara como se fosse uma bundinha de nenê. Rararara. Faz-me rir.

Enfim, a questão disso tudo é que a pessoa que está atrás da Bozzano não deve ter lá muita noção de, sei lá, beleza masculina e consumo, né? Gente, o cachê do Ronaldo é caro. Por que pagar a ele e não investir o dinheiro na distribuição do produto, hein? Com esse dinheiro eu faria uma campanha foda com o Jesus Luz, que geraria muito mais mídia espontânea e ainda se pá sobrava uma grana. Afinal, quem é Madonna e quem é Ronaldo na buatchy?

Pronto. Depois dessas ótimas ideias e da demonstração de perfil arrojado que eu tenho a Bozzano e/ou a Hypermarcas já podem me contratar. Meu e-mail está aí do lado. Embaixo do perfil.

E é isso.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Queria fazer um post fodão, mas vai só um registro. O adiantado da hora não permite que eu desenvolva algo muito bem elaborado, assim como o sono que eu sinto. Gostei do meu fim de semana e feriado. Gostei de ter ido a praia. Deu pra chegar a algumas conclusões e me deu uma motivada.

Vi um pôr do sol pra chamar de meu. Continuo lendo horóscopo. Hoje recebi uma boa notícia. Continuo no caminho certo. Ou pelo menos eu estava no caminho certo até me tirarem dele. Agora estou indefinido, esperando outras coisa que, tenho fé, virão. Porque ó, juro eu tô me virando. E estou empenhado.

Viver a Vida está legal, mas tenho que me desapegar da novela. A menina Rafaela manda bem e os reaças que leem a Folha querem que ela não seja a vilã. A Luciana está mara. No Twitter o pessoal gonga assim as coisas, mas acho que vale a pena. Só sinto não dar pra assistir tanto Cama de Gato. Preciso me puxar de fato e me mexer pra ver mais essa novela.

Descolados, a série, por exemplo, vi no sábado a noite e gostei do desfecho, mas achei o final assim sem graça. Nem uma reaçãozinha? Nada? Vai ver é assim mesmo Preciso mandar um e-mail pra minha professora e saber o que ela tem a dizer sobre o TCC. E aí dar continuidade nessa vida.

Por enquanto é so. Amanhã tem mais.

Beijos com perfil